Quando ficou sabendo da queda da aeronave que fazia o voo 2283 da empresa Voepass o colombiano já imaginou que as famílias iriam enfrentar batalhas judiciais em busca de indenizações justas. Ele viveu o mesmo dilema em 2002. A mãe de Jhon Fierro estava no avião que caiu na divisão da Colômbia com o Equador. Todas as 92 pessoas que estavam à bordo morreram.
Desde então, o engenheiro civil passou a estudar aviação para entender sobre as causas de acidentes aéreos e hoje se considera um especialista no assunto. Ele conta que veio para Cascavel com a intenção de alertar os familiares das vítimas que estavam no ATR-72 da Voepass, que caiu em Vinhedo-SP, sobre os valores das indenizações. Jhon explica que historicamente as empresas oferecem muito menos que deveriam pagar e que é possível buscar valores justos.
Quase oito anos após o acidente com o voo da Chapecoense, que matou 71 pessoas nas proximidades de Medellín, na Colômbia, famílias das vítimas ainda buscam por indenização. A ação corre em Miami, Estados Unidos. Já houve uma decisão judicial para o pagamento de U$844 milhões, o equivalente a mais de R$ 4,1 bilhões, mas o valor ainda não foi pago. Jhon garante que auxiliou as famílias do voo da Chape nesse processo.
Entramos em contato com a Dicleia. Ela é viúva de Serginho de Jesus, massagista da Chapecoense, que não sobreviveu à tragédia. Ela foi uma das 43 famílias que aceitaram a ajuda.
Sem expor os números que a família poderá receber, Dicleia confirma que está prestes a receber um valor 40 vezes maior do que foi ofertado à época pela companhia aérea.
É comum que as famílias se sintam desamparadas neste momento e a dor da perda pode levar elas a tomar decisões precipitadas com relação a valores indenizatórios. Por outro lado, também pode aparecer pessoas interessados em ajudar, mas com segundas intenções.
Questionamos o colombiano sobre o real motivo da vinda dele para Cascavel.
Redação Catve.com
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