Quatro pessoas foram ouvidas nesta sexta-feira (29), e grande parte dos questionamentos dos membros da CPI que investiga casos de abuso em um Cmei de Cascavel foi em relação aos procedimentos adotados nas assinaturas das prorrogações do processo.
A primeira testemunha foi Tiago Stefanello, atual prefeito de Corbélia e ex-chefe de gabinete do ex-prefeito de Cascavel, Leonardo Paranhos. Na gestão anterior, ele também foi secretário de Saúde e secretário da Casa Civil.
Stefanello foi inicialmente questionado sobre as assinaturas das portarias e despachos do então prefeito.
Em seguida, depôs Tales Riedi, que presidiu autarquias e o Instituto de Planejamento por cinco anos. Atualmente, ele atua na Casa Civil. Riedi afirmou ter tomado conhecimento do caso por meio da imprensa, quando foi noticiado o resultado e a condenação em 2025. Entre 2019 e 2024, era ele quem acompanhava a assinatura das portarias.
A terceira testemunha foi Laura Leite, atual presidente da Transitar e que, no governo anterior, integrou a Procuradoria e a Secretaria da Casa Civil, despachando diversos processos com o ex-prefeito. Ela disse que também tomou conhecimento do caso pela imprensa.
Laura Leite foi questionada sobre os procedimentos relacionados à documentação e à rotina de trabalho com a Controladoria.
"Em alguns momentos vinha uma pastinha simples com portarias, que é a de vindas da controladoria, onde constava o número do processo e a prorrogação do prazo para a conclusão dos processos. Então não havia nem o nome do investigado, não havia descrição do que estava sendo investigado", afirmou Laura Leite.
Ela acrescentou que os despachos recebiam tratamentos genéricos e simples e, como não havia destaques indicando que se tratava de casos especiais, ela mesma informava o ex-prefeito, que assinava a prorrogação.
A última a ser ouvida foi Vanilce da Silva Pohl, que atuou no Departamento de Recursos Humanos do município. Ela é ex-secretária de Planejamento da gestão anterior e atualmente está aposentada.
O relator da CPI, Hudson Moreschi, questionou sobre o procedimento adotado em relação à suspensão ou à demissão de servidores.
"Nem o RH, nem a secretaria pode afastar de pronto; tem que construir um processo. Então, o que pode, a secretaria pode tomar iniciativa de dizer que é necessário entendendo a gravidade", explicou a ex-secretária.
A comissão foi criada no dia 26 de junho. As oitivas começaram no dia 11 de julho e, desde então, 38 pessoas já foram ouvidas.
Os próximos passos ainda serão definidos, mas não estão descartadas novas oitivas.
Confira mais detalhes no vídeo:
Reportagem de Patrícia Cabral | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
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