Laís Laíny

Ano passado, mais de 16 mil faltaram a consultas do SUS em Cascavel

17/02/2020 20h16

Os números da prestação de contas apresentados nesta segunda-feira (17) em Cascavel revelam o valor baixo repassado pelo Ministério da Saúde e também um excesso de consultas desperdiçadas. Em 2019, mais de 16 mil pessoas não compareceram.

O fechamento dos números de 2019 da saúde revelam gargalos do setor que precisam melhorar, sobretudo, quanto ao repasse da União e também ao comportamento do usuário. Mas também mostram crescimento nos valores aplicados.

O que mais chama atenção na prestação de contas, feitas hoje, é o número de pacientes faltosos.

O maior desperdício de consultas está nos atendimentos de alta e média complexidade. Em 2019, exatas 16.554 pessoas marcaram mas não compareceram as consultas no Cisop (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste). Uma média de 1.379 atendimentos por mês que poderiam, mas não foram realizados.

Outro dado de desperdício está no atendimento de saúde mental, como o do Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas) e o Sim PR (Serviço Integrado de Saúde Mental). No ano passado foram 5.275 faltantes.

Outro dado preocupante é o do prejuízo da prefeitura pela falta de repasses do Governo Federal. Faltaram mais de R$ 6 milhões para compensar as despesas.

Para bancar atendimentos como das UPAs, Siate, atendimentos no Cedip e outros, Cascavel gastou R$ 8,7 milhões. Mas a União repassou apenas R$ 2,6 milhões. O secretário explica.

Vamos para outros números apresentados na audiência pública.

A despesa total da Secretaria de Saúde foi de R$ 284 milhões. Mais da metade do que se aplicava em 2016, quando se gastou R$ 189 milhões.

Foram atendidos, em todas as UPAS, mais de 285 mil pessoas. Uma média de 791 consultas por dia.

Quanto a óbitos, foram 183 registrados, menos de 1% dos atendimentos realizados.

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