Policial

Seis anos depois, Polícia retoma caso de acidente ligado a padre preso por abusos em Cascavel

Inquérito sobre a morte de Luiz Edimar Lima dos Santos em 2019


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O delegado da Polícia Civil de Cascavel, Pedro Luiz Fontana Ribeiro, confirmou nesta sexta-feira (29) a retomada da investigação sobre o acidente registrado em 2019, que resultou na morte de Luiz Edimar Lima dos Santos.

O caso voltou à tona após a prisão do padre Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos, suspeito de crimes sexuais, incluindo estupro de vulnerável. O veículo envolvido no acidente pertencia ao religioso e, segundo a polícia, era conduzido por seu afilhado, identificado como Lucas, na época com 18 anos.

De acordo com o delegado, foi constatado no sistema que nenhum inquérito havia sido instaurado em 2019. A investigação só foi aberta agora, quase seis anos depois, para evitar a prescrição do caso.

"Não havia sido instaurado o inquérito, que foi aberto na sequência. As diligências começaram para evitar a prescrição", afirmou o delegado, sem esclarecer os motivos da omissão à época.

Depoimento de vereador

Na tarde de quinta-feira (28), o vereador Sidnei Mazutti compareceu à Delegacia Cidadã, acompanhado de advogado, após ter o nome citado em relação ao caso. Em depoimento, ele negou qualquer participação.

"Ele afirmou categoricamente que não estava no local e que as alegações não são verídicas. Como não participou dos fatos, sua declaração já é suficiente", explicou Fontana Ribeiro.

Motorista à época

Segundo registros no sistema "BATEU", o automóvel Peugeot 207 era conduzido por um rapaz de 18 anos, parente do padre. Ele possuía Carteira Nacional de Habilitação Provisória e chegou a realizar o teste do bafômetro, com resultado negativo para consumo de álcool.

A tia da vítima relatou que, no momento do reconhecimento do corpo no Instituto Médico-Legal, o motorista estava dentro de um camburão da Polícia Militar, em razão de ameaças de populares.

A Polícia Civil apura se o veículo era de fato de propriedade do padre Genivaldo. Testemunhas e policiais militares que atenderam a ocorrência em 2019 também serão ouvidos para confirmar quem estava na direção.

Próximos passos

Nesta sexta-feira (29), um policial militar e uma testemunha que presenciou o acidente prestarão depoimento. A expectativa é de que tanto o motorista quanto o padre também sejam ouvidos nos próximos dias.

"As diligências continuam para ouvir testemunhas, localizar imagens e esclarecer os fatos", disse o delegado.



Evelyn Antonio | Catve.com

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