Neusa Lima dos Santos
A Polícia Civil ouviu o depoimento da Neusa Lima dos Santos, mãe de Luis Edimar Lima dos Santos, que morreu atropelado em 2019 pelo carro de uso do Padre Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos. Ainda não há a confirmação de quem dirigia o Peugeot 307 na noite do dia 12 de outubro de 2019.
Neusa ao sair do depoimento conversou brevemente com a imprensa, depois de seis anos serão iniciadas as investigações sobre o atropelamento com morte. Ela ainda foi questionada sobre a presença de um vereador no local do acidente, não identificou quem era.
O acidente aconteceu na Rua Panamá, nas proximidades da Rua Florêncio Galafassi, no bairro Periolo, em Cascavel.
Luiz Edimar Lima dos Santos, de 30 anos, foi atingido pelo Peugeot 307 e sofreu traumatismo cranioencefálico grave. Socorristas e médico do Siate foram acionados, mas apenas constataram a morte.
O motorista realizou o teste do bafômetro, que teve resultado negativo. A família da vítima segue há anos sem respostas sobre o acidente.
A avó de Luiz, Irma Machado Faustino, relatou que, logo após o atropelamento, o carro foi retirado do local antes mesmo da chegada da polícia. Afirma ainda que a família não recebeu apoio da Igreja, e que apenas os parentes se mobilizaram para custear o velório.
O carro Peugeot 207 foi encontrado na casa em que o Padre Genivaldo Oliveira dos Santos.
Novas testemunhas foram chamadas para depor, incluindo pessoas que teriam presenciado o atropelamento e policiais que atenderam a ocorrência.
O padre foi preso no último domingo (24/08). Ele estava na casa da mãe no momento da chegada dos policiais.
No local foram encontrados jogos eletrônicos e brinquedos, além de celular e computador, que foram apreendidos. Até o momento, seis vítimas já foram identificadas. O religioso permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.
VÍTIMAS DO PADRE
Segundo o secretário Hudson Leôncio, até o momento foram identificadas sete vítimas do padre Genivaldo Oliveira dos Santos e uma do arcebispo Dom Mauro Aparecido dos Santos, já falecido em 2021. Também é investigado um estupro de vulnerável ocorrido em 2008, contra uma criança. A polícia não descarta o surgimento de novos casos.
Uma das vítimas, hoje em dia padre, relatou que a Igreja Católica tinha conhecimento de denúncias. O secretário questionou a demora em comunicar às autoridades.
O último ato de abuso de Genivaldo, que a polícia tem conhecimento, aconteceu há duas semanas dentro da clinica do padre na cidade de Cascavel.
De acordo com a Delegada Thais Zanatta, será instaurado um inquérito policial sobre um abuso sexual cometido em 2008 contra uma criança de três anos. A vítima frequentava uma creche de irmãos no bairro Guarujá. A mãe e a vítima serão chamadas para prestarem depoimentos.
Gabi Lira | Catve.com
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