Setembro Verde: 50 pessoas estão na fila para transplante de órgãos na região

Paraná manteve a liderança nacional em doações de órgãos no primeiro semestre deste ano

24 de setembro de 2020 | 15h58 | Atualizado há 27 dias

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O Setembro Verde é dedicado ao incentivo e conscientização da importância da doação de órgãos. Atualmente no Paraná, mais de duas mil pessoas estão na lista de espera por um transplante no Paraná. 1.459 pessoas estão aguardando por um rim, 29 por coração, 173 por fígado,
30 por rim, 02 por pâncreas, 12 por pulmão e 375 por córneas.

Entre os milhares de paranaenses nesta espera, está Olivino. Em abril do ano passado ele descobriu o problema e começou os procedimentos de hemodiálises.

Hoje, um ano e cinco meses após a descoberta, a rotina dele se resume em ir três vezes na semana realizar o procedimento e esperar que apareça um doador.

O João passou por toda essa Angústia em 2016, quando descobriu que precisaria de um rim. O problema mudou a rotina, mas ele nunca desanimou. Ao contrário de Olivino, o João teve doador compatível na família e recebeu o rim da irmã em abril de 2017.

No Paraná existe a Central Estadual de Transplantes, localizada em Curitiba, e, além disso, há quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) na Capital, Londrina, Maringá e Cascavel, que trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do estado, que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes com cerca de 700 profissionais envolvidos.

Na região de Cascavel, somente neste ano, coram feitos 55 transplantes de córnea, 5 de rins e 17 de fígado, de doadores falecidos, e 3 transplantes de rins e seis de medula de doadores ainda vivos. Os bons resultados são justamente reflexos do trabalho feito pelas comissões Intra-hospitalares de doação de órgãos. Uma delas está no Hospital São Lucas. Segundo a coordenadora, as principais barreiras envolvem a família e a falta de conhecimento.

Uma das curiosidades é que, além de órgãos, o doador também pode doar tecidos, entre eles os ossos. Segundo Pedro, que é médico especialista na área, mais de 50 pessoas esperam por uma doação na região.

O médico explica que a vantagem nesse procedimento é que uma única doação pode melhorar a qualidade de vida de muita gente.

Seja um osso, uma córnea ou um rim, doar órgãos e/ou tecidos pode salvar muitas vidas. Hoje, o estado do Paraná é referência nesta doação. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Estado manteve a liderança nacional em doações de órgãos no primeiro semestre deste ano com a marca de 44,1 doações de órgãos efetivas por milhão de população (pmp) acima dos demais estados e da média nacional que fechou em 15,8 pmp.

Olhando os dados tão positivos, Olivino segue na espera de que em breve ele figure entre essas doações.
Redação Catve.com
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