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Luiz Nardelli

A pergunta é: quando janeiro chegar, para onde vou?

18 de dezembro de 2020 | 10h04 | Atualizado há 350 dias

Nos bastidores da política cascavelense, o bambu continua gemendo, a taquara continua estourando e as incertezas continuam no pensamento daqueles que aguardam uma "ligação ou mensagem"do prefeito Paranhos. A pergunta continua: quando janeiro chegar, para onde vou?

VEREADORES I
Dos atuais 21 vereadores cascavelenses, nove conseguiram a reeleição para mais quatro anos. Rômulo Quintino, Alécio Espínola, Mazutti, Madril, Pedro Sampaio, todos do PSC, além de Valdecir Alcântara (Patriota), Celso Dal Molin e Cabral (PL) e Serginho Ribeiro (PDT). Portanto, 12 deles estão fora do legislativo nos próximos quatro anos como titulares da cadeira, alguns apenas suplentes.

VEREADORES II
Quem são os 12 vereadores que estarão fora? Jorge Bocasanta, Fernando Hallberg, Jaime Vasatta, Olavo Santos, Roberto Parra, Paulo Porto, Carlinhos Oliveira, Josué de Souza, Nadir Loveira, Mauro Seibert, Misael Júnior e Rafael Brugnerotto. Então, sabe o que isto significa para esses 12 vereadores não eleitos? Terão que voltar a trabalhar na iniciativa privada. Mas não é bem assim. Muitos desses aguardam uma chamada do prefeito Paranhos para nortear o que farão quando janeiro chegar. Na realidade, alguns deles querem mesmo é continuarem no serviço público.

ASSESSORES
Diante da não reeleição dos 12 vereadores, ainda tem os assessores dos gabinetes de cada vereador que terão de deixar o posto em 31 de dezembro. Também devem ser somados aqueles assessores que estão em cargos administrativos na Câmara e Prefeitura indicados pelos vereadores, então, teremos cerca de 70 desempregados quando janeiro chegar somente da Câmara.

SECRETÁRIOS
Quando janeiro chegar, não será somente a Câmara de Vereadores que colocará assessores e vereadores a procura de emprego na iniciativa privada. Teremos um grande número de secretários, diretores, gerentes e outros assessores de livre nomeação da prefeitura procurando o que fazer na iniciativa privada de trabalho, mas com o pensamento e os olhos voltados ao telefone, esperando uma chamada ou mensagem do prefeito Paranhos para uma conversa de pé de orelha com o alcaide.

GRATIFICADOS
Existe ainda, aqueles servidores de carreira que durante quatro anos, receberam gratificações de funções designadas. Muitos destes, duplicando e até triplicando o salário de concurso a que tem direito, simplesmente por ter esta tal de gratificação de função. O chamado percentual de gratificação de função, muitos chegam a receber um salário em média que é de R$ 2,5 mil de concurso, para cerca de R$ 5 mil a R$ 9 mil mensais. Com a retirada destas gratificações e remunerações altíssimas, estes também não sabem o que fazer quando voltar para valor de salário base de concurso. Portanto, estes também estão de olho no celular esperando a chamada do prefeito que parece não chegar nunca.

AGÊNCIA DO TRABALHADOR
Baseado nas notas acima, tirando aqueles que possui uma profissão e que prestam serviços na iniciativa privada, seja como empresário, profissional liberal ou funcionário com competência profissional, os demais terão que fazer o mesmo que muitos trabalhadores fazem. Enfrentar a fila da Agência do Trabalhador quando janeiro chegar. E aos gratificados por função, acostumar com a ideia de que a "mamata" acabou. Parece que os "quatro tetos do úbere da Barrosa" vai secar de janeiro em diante.

MEADOS DO ANO?
Talvez lá pelo meados do ano, maio, junho ou até mesmo setembro e outubro, a "Barrosa" voltará a soltar o leite novamente. Até lá, todos terão de se contentar com aquilo que está previsto. Procurar trabalho! Porque o emprego se foi!

FUI !!!
"Uma das vantagens de ser tachado de louco, é que você pode ficar de camarote assistindo os imbecis se iludirem". Autora Veronicka Meirelles.
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