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Receita Federal faz mutirão de destruição de produtos contrabandeados

O órgão federal garante destino correto ao material destruído


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Esta semana a Receita Federal do Brasil fez o mutirão de destruição de mercadorias contrabandeadas de outros países, que entraram no país ilegalmente. São mais de 4,5 mil toneladas destruídas em todo o país, que representam R$195 milhões. "Nós fazemos esta destruição diariamente, mas decidimos fazer o mutirão para destacar a importância do trabalho da Receita Federal contra o contrabando no Brasil", disse o Luiz Bernardi, superintendente da RF na 9ª região Fiscal. Em Foz do Iguaçu, na delegacia da RF foi feita uma exposição de produtos destruídos e que serão destruídos, como CDs, bebidas, isqueiros, cigarros e veículos. Na cidade, durante o mutirão estão sendo destruídos 609 mil quilos de mercadorias - R$21 milhões. Com as operações e equipamentos como o scanner móvel, a Receita Federal bateu recorde em produtos apreendidos, principalmente de cigarro, que é o produto mais procurado. "Este trabalho de inteligência tem permitido os recordes de apreensão. Em 2012, foram mais de R$2 bilhões de mercadorias apreendidas e este ano, até maio, já foram R$600 milhões", relatou o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais, Ernani Checcucci. A Receita Federal tem a preocupação de dar um destino correto às mercadorias apreendidas e destruídas; preservando o Meio Ambiente. "Hoje, os resíduos de cigarros são levados para empresas de adubo orgânico ou para geração de energia em indústrias. Mas garantimos a preservação do Meio Ambiente com todos os produtos, com CDs, óculos e pneus", destacou subsecretário de Gestão Corporativa, Marcelo de Melo Souza. Entre as regiões do Brasil, Foz do Iguaçu é uma das portas de entrada de mercadorias contrabandeadas, com 1/3 de todo o país e o destino é variado. Mas a Receita Federal aponta para um dos piores problemas causados ao consumidos do produto pirateado - o prejuízo à saúde. "O consumidor tem que saber que estes produtos piratas fazem mal a saúde, como o medicamento falsificado ou abortivo, que leva muita gente à morte", enfatizou o superintendente.

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