Bandidos ligaram três vezes para família de Tamires para pedir R$2 milhões

Presos são um mulher, dona de casa, um taxista e o vigilante de banco

22 de outubro de 2020 | 09h47 | Atualizado há 34 dias

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A viagem de 410 quilômetros durou cerca de sete horas. Esse foi o tempo que os criminosos levaram entre a captura da refém Tamires Regina Gemelli, em Erechim, passando por Itá - Santa Catarina e depois uma parada em Chapecó, até a chegar em Cantagalo que fica a 35 minutos de distância de Laranjeiras do Sul, cidade natal da vítima.

Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, os envolvidos tiveram o cuidado de planejar cada passo até chegar em Cantagalo, ponto exato do cativeiro. Os bandidos fizeram três paradas planejadas, isso porque definiram por trocar de carro em cada uma dessas cidades para evitar chamar a atenção das equipes policiais que atuam nas rodovias tanto estaduais quanto federais.

O primeiro contato do grupo organizado com o pai de Tamires, Berto Silva - atual prefeito de Laranjeiras do Sul, foi na noite de sexta-feira (16), momento em que pediram o resgate milionário. Desse momento em diante, as equipes ficaram por mais de 40 horas sem sinal dos criminosos que só voltaram a ligar no começo da semana, foi então que a Polícia Civil pediu a prova de vida e Tamires conversou com o pai. "Ela disse ao pai que estava bem, que não foi molestada em nenhum momento, que estava bem tratada, tinha banheiro individual e recebia água", descreve o delegado.

A responsável por cuidar de Tamires era a mulher, dona de casa, que receberia R$5 mil por manter o cativeiro seguro e a vítima vigiada. O outros dois presos, um vigilante de um banco e um taxista seriam os responsáveis por planejar todo o crime.

Segundo a Polícia Civil, o vigilante tinha apresentado - na quarta-feira (14), ao banco um atestado médico, por conta de dores na coluna, justamente para não chamar a atenção o afastamento.

O ponto onde o cativeiro foi montado fica na região central de Cantagalo, em um imóvel de esquina, padrão médio e com uma edícula aos fundos. Tamires estava sob a custódia de três pessoas, o espaço improvisado foi tapado com lona preta para evitar que a movimentação interna fosse percebida pelos vizinhos ou até mesmo pela polícia local, mas não suficiente para despistar a equipe da Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial). O cativeiro foi estourado e a vítima resgatada aconteceu por volta das horas de quarta-feira.

Tamires estava com roupas masculinas, um boné na cabeça e muito assustada, porém não apresentava sinais de ferimentos. Foram 131 horas em cárcere, sob forte ameaça - um dos maiores sequestros da história do Paraná.

A investigação segue para identificar os demais envolvidos no crime orquestrado no Paraná, concretizado no Rio Grande do Sul e elucidado em Cantagalo.

Tamires deve ser avaliada por equipe médica, avaliar quadro clínico e psicológico.
Redação Catve.com
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