O prefeito de Foz do Iguaçu Reni Pereira (PSB) foi preso nesta quinta-feira (14) pela Polícia Federal durante a 4ª fase da Operação Pecúlio.
A Polícia Federal de Foz do Iguaçu e Ministério Público Federal cumpriram a ordem de prisão domiciliar e também de afastamento do cargo público de prefeito por ordem judicial.
A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre) a partir de representação do Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a nota enviada pela Polícia Federal a ação é parte da Operação Pecúlio que investiga esquema de desvio de dinheiro na prefeitura.
Com o afastamento do prefeito, o Desembargador determinou que a Vice-Prefeita, Ivone Barofaldi assuma a condução da Prefeitura Municipal de Foz.
Reni é apontado pelo Ministério Público Federal articulador do esquema criminoso que já tem 85 pessoas réus pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato e fraude à licitação.
A investigação iniciou em 2014 e a operação deflagrada em abril deste ano. Além do prefeito Reni Pereira (PSC) e a primeira-dama e deputada estadual Cláudia Pereira (PSC) também é suspeita de envolvimento.
Reni tem foro privilegiado.
Conforme os investigadores, o maior escândalo de corrupção da história de Foz do Iguaçu desviou perto de R$ 5 milhões em recursos.
As investigações, reforçadas por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e quebra dos sigilos fiscais e bancários dos envolvidos, apontaram indícios de ingerência de gestores do município, de forma direta e indireta, em empresas contratadas para prestação de serviços e realização de obras junto à prefeitura com quantias milionárias de recursos públicos federais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros como o Sistema Único de Saúde (SUS).
Os ilícitos também foram comprovados por meio de provas apresentadas por colaboradores que fecharam acordos com o MPF, entre eles o ex-diretor de pavimentação da Secretaria de Obras da Prefeitura Aires Silva e os empresários Nilton João Beckers, Vilson Sperfeld, Fernando Bijari e Edson Queiroz Dutra.
De acordo com o MPF, constatou-se a existência de uma organização criminosa chefiada pelo administrador municipal com braços em diversas secretarias por meio de nomeações de integrantes do grupo criminoso em cargos de comando, "cujo objetivo era a manipulação das principais ações de gestão com a finalidade de desviar recursos públicos, obter vantagens indevidas por meio de contratos firmados ilicitamente com a Prefeitura Municipal e extorquir empresários, cujas empresas já prestavam serviços ao ente público ou possuíam interesse em tal labor". Também ficou comprovado que a organização criminosa foi articulada e planejada antes mesmo da posse do atual prefeito.
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