Cascavel registra caso de raiva bovina

Adapar diagnosticou problema em propriedade rural na Colônia Barreiros

26 de março de 2021 | 17h40 | Atualizado há 15 dias

(Foto: banco de imagens Pexels)
PUBLICIDADE
A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária) de Cascavel informou nesta sexta-feira (26) a confirmação de um caso de raiva bovina no Município. Desta vez, o foco da zoonose é na Colônia Barreiros, próximo a BR 369 sentido Corbélia. "Mais uma vez reforçamos a importância da vacinação contra a raiva nos nossos rebanhos", alertou a médica veterinária da Adapar, Luciana Riboldi.

A raiva em animais herbívoros é uma das preocupações constantes dos pecuaristas da região Oeste do Paraná. Com o Parque Nacional do Iguaçu como reservatório da doença, casos isolados acometem os rebanhos de bovinos, equinos e ovinos dos municípios ao entorno e também dos mais afastados.

Transmitida principalmente pela espécie de morcego hematófago (se alimenta de sangue) Desmodus rotundus, a zoonose (que também passa para humanos) precisa ser dada atenção.

A raiva é causada por um vírus e pode ser adquirida por todos os mamíferos. O morcego geralmente ataca animais em locais abertos, devido à facilidade.

Eles mordem a presa e sugam o sangue. Se o animal não está imunizado, ele é contaminado com o vírus, que possui um período de incubação bastante variável. "Nos morcegos, por exemplo, pode demorar até 250 dias até aparecer os primeiros sinais. Nos bovinos, pode variar de 30 a 90 dias. Nos homens, de 20 a 60. Após a manifestação dos sintomas, aí não há mais o que fazer", explicou a médica.

Os sinais compatíveis com suspeita de raiva nos herbívoros são o isolamento, perda de apetite, salivação abundante, perda de equilíbrio e consequentes quedas, opistótono (estiramento do pescoço), entre outras. "É importante destacar que a raiva nos herbívoros é a paralítica e não a raiva furiosa, como nos cães. Quando um médico veterinário identifica animais com sintomatologia de doenças nervosas, ele precisa informar obrigatoriamente a Adapar. Nós fazemos a coleta e enviamos ao laboratório o material para confirmar", disse. "Infelizmente confirmamos esse caso na Colônia Barreiros, em Cascavel", disse.

A prevenção em humanos é a vacinação e, após a mordida e durante o período de incubação, é possível tratar com soro. Os médicos veterinários e produtores que podem ter contato com os animais, precisam sempre estar também imunizados. Os animais contaminados após o óbito devem ser enterrados em covas fundas, minimizando assim os riscos de transmissão.

A imunização através do uso de vacina é a forma de previnir os rebanhos contra esta enfermidade. O último caso em Cascavel foi registrado em 2011.

"Destacamos a importância do custo da vacina em relação ao custo dos animais e o custo benefício no investimento na prevenção da raiva. Também é importante informar que a vacina antirrábica é elaborada com diluente aquoso e, portanto, não provoca abcessos nem febre nos animais desde que administrada sob condições adequadas de higiene", declarou Luciana.

"Mais uma vez reforçamos a importância da vacinação dos rebanhos. Todos os criadores precisam fazer a sua parte", orientou Paulo Orso, presidente do Sindicato Rural de Cascavel.

Os morcegos
Quando o produtor rural desconfiar de algum abrigo de morcegos e notar ataques aos animais, é preciso chamar a Adapar. Eles são facilmente identificados pelas fezes. Os demais morcegos possuem as fezes semelhantes às dos ratos.

Após comunicação de possível abrigo de morcegos, os servidores da Adapar vão até o local, fazem a captura dos animais e, em alguns casos, fazem o controle da população com pasta vampiricida.
Com informações da assessoria
** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642

VEJA TAMBÉM