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Yasmin voltará à quimioterapia e mãe busca alternativas contra câncer agressivo

Daniele disse que medicamento pode ter chegado tarde e agora a esperança é por novo tratamento


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A fé é inabalável e a esperança é por novos tratamentos que contribuirão para a qualidade de vida.

Daniele Campos, mãe da pequena Yasmin Aparecida Campos de Amorim, de 11 anos, confirmou que o uso do Danyelza não teve efeitos positivos no combate ao neuroblastoma. A família tinha muita esperança nesse remédio, utilizado na imunoterapia e um dos mais caros do mundo, que custa R$ 2,4 milhões e foi enviado pelo Governo do Estado. O medicamento chegou a Cascavel no dia 4 de julho. Yasmin passou pela preparação para iniciar o primeiro ciclo, e o grande dia foi 15 de julho, quando começou o tratamento.

Foram aplicados cinco ciclos, e o tratamento seguiu até o fim de dezembro. Os médicos realizaram recentemente novos exames para verificar a resposta do organismo no combate ao câncer com o Danyelza. No entanto, o resultado não foi o esperado. A doença progrediu, e novas lesões ósseas foram identificadas.

"Foram dias intensos de internamento na UTI, teve muitas dores, efeitos colaterais", conta a mãe, Daniele. A equipe médica decidiu suspender o uso do Danyelza, ainda não sabe se por definitivo.

O tratamento não para, mas agora irá continuar com a quimioterapia.

"Infelizmente, cura ela não vai ter. A quimioterapia é para segurar a doença, dar uma qualidade de vida pra ela e tentar frear essa doença", afirma a mãe.

A família e os médicos analisam outras opções de tratamento que podem combater o neuroblastoma.


Golpe contra a família

Em junho, na primeira importação sem a participação do Estado, a família de Yasmin foi alvo de golpe de mais de R$ 2,4 milhões. O processo fraudado é alvo de investigação da Polícia Civil.

Agora, com a fabricação em território nacional, o Governo do Estado comprou o medicamento e realizou a entrega ao hospital que dará prosseguimento ao tratamento.

Segundo a prescrição médica, a paciente precisa de cinco ciclos deste remédio, com seis frascos por aplicação. As cinco unidades entregues se somam a mais uma unidade que já estava no UOPECCAN e completam o primeiro ciclo da medicação. As outras unidades foram entregues mensalmente no hospital.

Gabi Lira/Catve.com

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