Cascavel

Dízimo partidário é cortado em Cascavel

O corte aconteceu após a medida virar investigação do Ministério Público

20/05/2015 19h48 | Atualizado em 20/05/2015 20h01
De acordo com a juíza Sandra Dalmolin o dízimo partidário do PDT, Partido Democrático Trabalhista está suspenso, ela acatou um dos pedidos do promotor do patrimônio público de Cascavel Sérgio Machado que encontrou irregularidades na forma do repasse, entre os anos de 2009 e 2011 a sigla recebia 3% dos salários dos servidores da prefeitura filiados ao partido do qual faz parte o prefeito de Cascavel Edgar Bueno. A medida da justiça tem caráter liminar e a juíza ainda vai avaliar o mérito da ação.

A prática começou em 2009 quando Atair Gomes da Silva já era presidente do partido em Cascavel e desempenhava a função de secretário de governo de Edgar Bueno, segundo ele tudo foi feito com a concordância dos funcionários.

Segundo o promotor a aceitação do doador não torna o dízimo legal, a única forma de os servidores repassarem as doações corretamente é após ter o salário em mãos, destinar por conta própria o dinheiro a sigla. 114 funcionários tiveram os salários descontados no período, o montante ultrapassa os R$ 350 mil.

Jornal Catve 2ª edição