Mandados de busca e apreensão são cumpridos contra suspeitos de associação criminosa

Eles iniciaram a atuar no final dos anos 1990

23 de setembro de 2021 | 10h25 | Atualizado há 22 dias

Foto: Assessoria
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A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (23), operação com o objetivo de desarticular grupo que atua no descaminho de produtos eletrônicos trazidos do Paraguai, com empresas nos estados de Santa Catarina e Paraná.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Chapecó/SC, em casas de seis pessoas no Município de Medianeira/PR. Sobre esses investigados há suspeitas de atuarem na importação clandestina e comércio de produtos eletrônicos, sonegação tributária, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A investigação iniciou no ano de 2019, quando mercadorias foram apreendidas em uma tentativa de remessa por meio de uma agência dos Correios na cidade de Campo Erê/SC. À época, foi verificado que as mercadorias eram acompanhadas de uma mera declaração de conteúdo ou de notas fiscais irregulares - expedidas em nome de empresas já baixadas ou inativas. Foi constatado, ainda, que a maioria das vendas se davam por meio de plataformas online e em nome de pessoas interpostas (laranjas).

No aprofundamento das investigações foi confirmado que o grupo começou a atuar ainda no final dos anos 1990. A estratégia usada para driblar a fiscalização aduaneira e tributária foi a de criar dezenas de empresas de fachada, em diferentes municípios, que atuavam por algum tempo e depois tinham as atividades encerradas.

Dados recebidos de sistemas de inteligência financeira indicam que somente entre os anos de 2017 e 2020 o grupo empresarial movimentou mais de R$ 17 milhões, realizando diversas operações típicas de lavagem de dinheiro. Os prejuízos causados serão futuramente calculados pelos órgãos responsáveis.

Durante as buscas de hoje, foram encontrados ainda animais silvestres em cativeiro sem a devida documentação, os quais foram apreendidos e removidos pela Polícia Ambiental. Os investigados poderão responder pelos crimes de Descaminho, Associação Criminosa, Lavagem de Capitais, Sonegação Fiscal e Crime Ambiental. Por esses crimes as penas culminadas podem chegar a 22 anos de prisão.
Assessoria
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