Polícia e MP detalham operação sobre fraude em cartórios

Polícia Civil mirou organização criminosa suspeita de fraude cujo deu prejuízo superior de R$ 30 milhões

13 de julho de 2021 | 10h41 | Atualizado há 94 dias

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O Delegado da Deccor (Divisão Estadual de Combate à Corrupção) da Polícia Civil, Rogerson Salgado, e o promotor de Justiça, Sérgio Machado, deram detalhes sobre o operação realizada na manhã desta terça-feira (13).

O alvo da operação é organização criminosa suspeita de fraudes em cartórios cometidas por organização criminosa que agia nos Cartórios de Lindoeste e Santa Tereza do Oeste. Estima-se que o prejuízo às vítimas seja superior a R$ 30 milhões.

A Polícia Civil esteve nas ruas desde as primeiras horas desta manhã para os cumprimentos e investigações.

De acordo com o delegado, as investigações começaram em 2020, com pedido da promotoria de Cascavel para apurar fraudes no Cartório de Santa Tereza do Oeste.

Ainda em 2020, foram cumpridos mandados de prisão temporária e busca e apreensão. Em que documentos, aparelhos celulares e computadores foram apreendidos.

Com a operação foram realizadas denúncias de diversos estados, relatando fraudes de cartórios. Na semana passada, foi deflagrada operação em Foz do Iguaçu, relacionada a um ex-servidor do estudo de identificação.

Nesta manhã foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Ainda na operação o titular do Cartório de Lindoeste foi afastado, os mandados foram no estabelecimento e na casa dele e de outros membros do cartório. Ninguém foi preso na operação.

As investigações de fraudes de documentos públicos, seguem em todo Brasil, e em especialmente no cartório de Lindoeste. Eram fraudados certidões de nascimento, certidão de óbito para criminosos, documentos de imóveis e etc.

No cartório de Santa Tereza do Oeste já foram afastados os principais no ano passado, e ele afirma que hoje fazem um ótimo trabalho. E contribuíram nas investigações.

Hoje foram apreendidos celulares computadores e documentos. Ainda não se sabe se os documentos são falsos. Porém de qualquer forma os documentos deveriam estar no cartório e não na casa dos suspeitos.

O promotor Sergio Machado relatou que o Ministério Público acompanha as investigações em todo Brasil, para que assim que o inquérito for instaurado entrar em ação penal por conta dos crimes cometidos pela organização criminosa.

Ainda de acordo com o promotor, os proprietários dos imóveis comprados com documentos falsos, não são vítimas "Dificilmente quem comprou, comprou com boa fé".

Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, falsidade de documento público e ideológica, organização criminosa, e lavagem de dinheiro, tudo segue em investigação.

A defesa diz que investigados estão tranquilos e que aguarda por acesso aos conteúdos que levaram aos procedimentos adotados.

Os mandados foram cumpridos em casas e comércios de Cascavel.
Redação Catve.com
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