Os motoboys que trabalham por aplicativos realizaram nesta terça-feira (01) o segundo dia de paralisação em Cascavel. O movimento faz parte de uma mobilização nacional que envolve mais de 50 cidades em 20 estados.
Os trabalhadores reivindicam aumento no valor das entregas, que hoje é de R$ 6,50, para R$ 10,00. Além disso, pedem o reajuste do adicional por quilômetro rodado, passando de R$ 1,50 para R$ 2,50, e o fim da chamada "rota dupla", quando o entregador recebe dois pedidos no mesmo local, mas a plataforma paga apenas um adicional de R$ 3,00 em vez de valor integral para as duas entregas.
Durante a paralisação, os trabalhadores percorreram pontos estratégicos da cidade, como restaurantes e centros comerciais, buscando conscientizar outros trabalhadores a aderirem ao protesto.
Demandas locais
Apesar de Cascavel não enfrentar problemas graves de assédio e discriminação, os entregadores destacam a necessidade de um ponto de apoio na cidade. Segundo eles, em muitas outras localidades já existem espaços dedicados para alimentação, descanso e recarga de celulares. O pedido é especialmente importante para as mulheres, que enfrentam mais dificuldades para encontrar locais adequados para pausas durante o expediente.
"No município de Cascavel, eu falo assim, a gente não tem muitos problemas quanto às entregas, comparado ao nível nacional. O cliente aqui, querendo ou não, são pessoas boas, respeitosas, eu posso dizer, não tem muito, não vou dizer que não tem, mas não tem muito caso de assédio ou de racismo do cliente em cima do motoboy", relatou André Roque Nicodem, trabalhador da classe.
Manifestações seguem
A mobilização ocorre de forma pacífica e seguirá em outros pontos da cidade.
Os manifestantes reforçam que a paralisação busca mais dignidade e respeito para a categoria, que trabalha diariamente em longas jornadas para garantir as entregas.
Diego Hellstrom/Catve.com
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