Jovem que sobreviveu a acidente de moto fala sobre prisão dos acusados

Dupla, acusada pela morte de Amanda Prado, foi localizada em Rio do Salto, área rural de Cascavel

19 de junho de 2020 | 13h55 | Atualizado há 122 dias

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Os dois suspeitos de provocar a morte de Amanda Prado. 19 anos, foram presos nesta quinta-feira em uma área rural de cascavel na região de Rio do Salto.

Os irmãos Fabio de Freitas, de 24 anos, e Roberto Carlos de Freitas, de 22 anos, foram localizado pela policia civil após denúncias anônimas.

Os dois jovens foram levados para a delegacia de homicídios e à noite transferidos para a carceragem da cadeia pública do Depen. Na quarta-feira a justiça havia decretado a prisão preventiva dos dois por tempo indeterminado.

Os jovens poderão responder por homicídio doloso, ou seja, quando há a intenção de matar, mas isso só será confirmado ao fim da investigação.

O acidente foi registrado na madrugada do dia 12 de junho na rua marechal Rondon no bairro Canadá. Amanda estava em uma motocicleta que era conduzida pela amiga Érika Cristina, que se recupera do acidente em casa.

Após ver as fotos dos suspeitos, que foram divulgadas pela policia na quarta-feira, a jovem que sobreviveu ao acidente disse que reconheceu os acusados pelas imagens.

Érika sofreu uma fratura na bacia e conta com a ajuda de familiares e amigos nesse longo processo de recuperação. Apesar das dores que ainda sente, ela acredita que já poderia ter sido ouvida pela policia.

A motivação do crime ainda é desconhecida. Érika garante que ela e Amanda não conheciam os dois jovens e que foram surpreendidas quando voltavam para casa.

Amanda prado e Érika Cristina foram atropeladas e arrastadas por alguns metros pelo carro em que estavam os acusados.

Amanda não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Érika é lutadora de Muay-Thai e Kickboxing e começou a praticar esponte junto com Amanda.

Essas são as últimas imagens das duas treinando na academia. Vitoriosa, ela nos mostrou as conquistas dos últimos anos, expostas na sala de casa. Troféu, medalhas e até um cinturão representam os dias de glória da lutadora.

Nas fotos, ela sempre aparece rodeada de amigos e familiares, que agora se dedicam para ajudar Érika a vencer a luta mais difícil da sua vida até agora. Superar as dores e as feridas daquela madrugada do dia 12 de junho e principalmente a perda de uma jovem inspiradora.

Para o pai, que também já foi atleta e que no começo não queria que a filha seguisse os passos dele, hoje não esconde o receio de que Érika nunca mais suba nos rings ou entre nos tatames para fazer o que mais gosta.
JC1
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