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Uma cena inusitada foi registrada na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu.
Valéria Moura, diagnosticada com Autismo e outras doenças que prejudicam o metabolismo, faz uso de medicamentos a bases da planta da maconha e a muito tempo, conseguiu na justiça, um habeas-corpus para circular com o pé de maconha que ela chama de catarina pelas ruas e eventos, mas o documento não fala nada sobre entrada em prédios públicos.
A presença dela, movimento toda a direção e o Setor Jurídico da Casa de Leis para resolver a situação.
Depois de quase uma hora e sem autorização para entrar no plenário e sem poder ser presa, mesmo com o pé de maconha, Valéria foi convidada a acompanhar os Guardas Municipais (GM’s) até a Delegacia da cidade.
O evento que Valéria queria participar da Câmara era uma audiência pública sobre o uso medicinal da cannabis.
Desde o ano passado, o Paraná tem uma lei que autoriza o uso medicinal da cannabis. A lei tem o nome Pétala em homenagem a uma criança que faz uso da medicação, mas o tema ainda é motivo de muita confusão, inclusive, em Foz do Iguaçu.
Posicionamento da Câmara de Foz do Iguaçu
A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu esclarece que a audiência pública desta sexta-feira (1°) está sendo realizada para debater o uso da cannabis medicinal e que a decisão de conduzir a cidadã para delegacia foi tomada pela Guarda Municipal após averiguação de documento apresentado por ela para uso medicinal.
A participante portava cópia de uma decisão judicial que liberou o uso da planta controlada pela ANVISA para fins medicinais, devido a dores crônicas. No entanto, por falta de autorização legal e pela falta de detalhes na decisão, transportar e trazer consigo a planta para outros fins pode ser considerado crime de acordo com artigo 33 da lei de drogas. Por isso, a Guarda Municipal levou a pessoa à delegacia para resolver o caso com a polícia.
JC
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