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Edes Ferreira da Luz pegou dengue e chikungunya ao mesmo tempo. Ele mora no bairro Periolo e os primeiros sintomas apareceram no final de fevereiro. Ele até foi trabalhar alguns dias, mas a situação se agravou e há um mês está parado, em casa. Vítima de um acidente no passado, ele sofreu uma fratura no fêmur e a chicungunya atacou esse ponto. Ele não consegue nem dobrar a perna direita, perdendo totalmente o movimento.
As duas doenças têm sintomas parecidos, mas as reações no organismo são muito diferentes. A Chikungunya provoca dores mais intensas e permanece no corpo por mais tempo.
Mesmo com todos os sinais de alerta da Secretaria de Saúde de Cascavel, os números continuam subindo no município. No boletim da última quinta-feira (3), mais 175 casos de chikungunya foram confirmados. Agora Cascavel tem 954 registros. Além dos 71 de dengue.
A região norte de Cascavel continua infestada. No bairro Brasmadeira, 222 casos, no Interlagos, 183 e no Floresta, 100. São os bairros com maior número de confirmações de chikungunya. O surto nesta região da cidade precisa ser controlado e só com ajuda da população isso será possível.
A casa de Edes fica ao lado de um terreno baldio e é bem fácil de encontrar criadouros do Aedes Aegypti na área. Materiais recicláveis jogados em local impróprio, mas também volumosos descartados irregularmente.
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Reportagem Deivid Souza | CATVE
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