Stevenage

Robô que buscará rastros de vida em Marte se chama Rosalind Franklin

07/02/2019 Ciência
legenda
O astronauta britânico Tim Peake posa com um protótipo funcional do Franklin ExoMars da Rosalind Franklin

Um robô fabricado no Reino Unido, cuja missão será tentar encontrar eventuais rastros de vida em Marte, foi batizado na quinta-feira (7) em homenagem à cientista britânica Rosalind Franklin.

Este pequeno veículo colocará suas seis rodas em Marte em 2021 com a tarefa de tirar fotos e amostras o planeta vermelho no âmbito da missão internacional ExoMars.

Foi oficialmente batizado nesta quinta-feira, na presença, entre outros, do astronauta britânico Tim Peake, nas instalações da Airbus na localidade inglesa de Stevenage, onde foi fabricado.

A missão de Rosalind será "buscar rastros de vida além do planeta Terra" e estudar a composição do solo e o entorno para responder à grande pergunta: "É possível encontrar uma vida primitiva no planeta vermelho?", explicou David Parker, diretor de exploração robótica e humana na Agência Espacial Europeia (ESA).

A primeira parte da missão internacional ExoMars ocorreu em 2016 e consistiu na entrada em órbita da sonda científica TGO, graças à qual Rosalind poderá transmitir suas informações à Terra.

Antes de começar, no fim de 2020, uma viagem de seis meses e de dezenas de milhares de quilômetros, Rosalind foi submetida a uma série de testes para garantir que é capaz de suportar temperaturas extremas e fortes vibrações.

Uma vez em Marte, poderá trabalhar até cinco horas por dia, avançando seus 300 kg a 40 metros por hora graças à energia gerada por seus painéis solares, e identificando seu caminho graças a detectores ópticos.

Para coletar amostras, poderá perfurar o solo marciano em até dois metros de profundidade.

Seu nome foi escolhido por um júri de especialistas, após um concurso aberto ao público, no qual participaram 30.000 pessoas. Presta homenagem à cientista Rosalind Franklin (1920-1958), cujos trabalhos permitiram descobrir a estrutura do DNA.

Franklin "nos ajudou a entender a vida na Terra e agora sua homônima fará a mesma coisa em Marte", afirmou o secretário de Estado britânico de Pesquisa e Ciência, Chris Skidmore.