Curitiba

Manifestantes ocupam o Centro de Curitiba contra cortes na Educação

Este é o primeiro grande protesto que o Governo de Jair Bolsonaro enfrenta

15/05/2019 12h11 | Atualizado em 15/05/2019 12h11
Foto: Banda B
O governo Jair Bolsonaro enfrenta nesta quarta-feira (15) o primeiro grande protesto nas ruas das principais cidades de 26 estados e no Distrito Federal. Professores, estudantes e trabalhadores da educação devem ir às ruas em defesa das universidades federais, da pesquisa científica e do investimento na educação básica.

Em Curitiba, manifestantes tomam conta da Praça Santos Andrade, região central da cidade. No final da manhã a passeata segue para a praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico.

Há previsão de protestos e atos durante todo o dia, porém, tanto na UFPR quanto nas escolas estaduais e municipais aulas estão ocorrendo em diversas unidades.

Há protestos também entre os metalúrgicos em defesa da Educação Pública e da Aposentadoria.

Nesta quarta, segundo o Sindicato do Metalúrgicos da Grande Curitiba, cerca de 20 mil metalúrgicos da Renault, Volkswagen, CNH, Bosch, Volvo, Brafer, Pic da Audi e de outras grandes empresas participam da mobilização. O movimento começou já nas primeiras horas da manhã e deve se repetir durante todo o dia nas entradas dos demais turnos.

O ato também vai intensificar a Greve Geral dos professores em resposta aos cortes na educação anunciados pelo Governo Federal na semana passada, quando foram bloqueados 30% das verbas de custeio das universidades e outros R$ 7,4 bilhões que afeta gastos previstos desde a educação infantil até os programas de fomento à pós-graduação.

"A educação pública é a base de tudo no Brasil e não podemos abrir mão dela! Hoje é ela quem atende mais de 90% de toda a população de todas as faixas de idade no país e cortar estas verbas significaria além de um retrocesso muito grande, também um prejuízo enorme para o nosso futuro", destacou Sérgio Butka, presidente do SMC.

Os protestos também servem como um balão de ensaio para uma greve nacional dos trabalhadores, convocada por centrais sindicais para o dia 14 de junho.

Entenda os motivos

As manifestações desta quarta-feira ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro.

Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.

Banda B



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