Policial

MP investiga suspeita de corrupção em contrato de poda de árvores em Guaíra

Documentos, celulares e dinheiro em espécie foram apreendidos durante a Operação Canópio


Imagem de Capa

O Ministério Público do Paraná (MPPR) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (30), quatro mandados de busca e apreensão durante a Operação Canópio, que apura suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e fraude na execução de contrato administrativo em Guaíra, no Oeste do Paraná.

A ação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Guaíra, com apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os mandados, expedidos pelo Juízo da Vara do Juiz das Garantias da comarca, foram cumpridos em endereços no município. Durante as diligências, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e cerca de R$ 2 mil em dinheiro, materiais que passarão por análise para dar continuidade às investigações.

Segundo o MPPR, há indícios de que um servidor público municipal teria favorecido uma empresa contratada para realizar serviços de poda de árvores, por meio da emissão de documentos ideologicamente falsos para justificar e ampliar os pagamentos feitos pela Prefeitura.

Em contrapartida, conforme a investigação, o empresário responsável pela empresa teria realizado pagamentos indevidos ao servidor.

Ainda de acordo com o Ministério Público, foram reunidos documentos relacionados à execução do contrato, como empenhos, medições e notas de liquidação, que apresentam indícios de irregularidades. Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas da empresa e elementos que apontam para o repasse de valores ao agente público.

As investigações seguem em andamento e, até o momento, não houve divulgação sobre prisões ou oferecimento de denúncia.

Nota Prefeitura Guaíra

O Município de Guaíra informa que, na manhã desta quinta-feira (30), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) cumpriu mandado judicial de busca e apreensão nas dependências do Centro Administrativo Municipal (CAM).

O mandado judicial fora determinado em desfavor de servidor municipal que atuava na gestão de determinado contrato de prestação de serviços. A diligência transcorreu de forma tranquila, sem intercorrências, com acompanhamento de Promotores de Justiça e da equipe jurídica do Município, que colaborou integralmente com o cumprimento da ordem judicial.

Diante dos primeiros fatos apresentados e das recomendações formalizadas pelo Ministério Público à Procuradoria Jurídica do Município, a Administração Municipal adotou, por cautela administrativa, a exoneração da função comissionada ocupada por um servidor público efetivo. O Município informa, ainda, que os procedimentos administrativos internos já foram iniciados, em conformidade com a legislação vigente.

O Município permanece à inteira disposição do Ministério Público e dos demais órgãos competentes para fornecer as informações e os documentos que forem solicitados.


Gabi Lira | Catve.com

PUBLICIDADE

** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642

Mais lidas de Policial
Últimas notícias de Policial