O homem de 30 anos preso em flagrante pelos crimes de estupro na modalidade virtual, perseguição (stalking), violência psicológica contra a mulher e produção indevida de imagens íntimas teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanecerá detido enquanto as investigações e o processo criminal seguem em andamento.
A decisão ocorre após a prisão realizada no último sábado (4), em uma ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e da Guarda Municipal de Cascavel. Segundo o delegado Regis Palombo, responsável pelo caso, a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante para preventiva, pedido que foi acolhido pelo Poder Judiciário.
As investigações apontam que a vítima, ex-companheira do suspeito, manteve um relacionamento com ele por cerca de dez anos. Nos últimos anos, o homem passou a controlar a mulher por meio de ameaças de divulgar imagens íntimas que possuía, obrigando-a a produzir novos vídeos e fotografias em situações humilhantes para satisfazer seus interesses sexuais.
De acordo com a Polícia Civil, a situação se agravou entre os dias 3 e 4 de julho, quando a mulher decidiu encerrar definitivamente o relacionamento. Sob ameaças, ela foi coagida a gravar vídeos em que aparecia nua e realizava atos degradantes determinados pelo investigado, enquanto chorava durante as gravações.
O caso veio à tona quando a vítima procurou a Delegacia de Polícia para registrar um boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas. Mesmo enquanto ela prestava depoimento, o suspeito continuou perseguindo a ex-companheira, realizando inúmeras ligações telefônicas e enviando mensagens, circunstância que caracterizou o flagrante.
Com apoio da Guarda Municipal, equipes da Polícia Civil localizaram e prenderam o homem no bairro São Cristóvão. Durante o interrogatório, ele confessou os fatos, mas alegou que agiu durante um surto psicótico provocado pelo uso de medicamentos psiquiátricos.
Segundo o delegado, o estupro virtual ocorre mesmo sem contato físico entre autor e vítima. O crime é caracterizado quando o agressor utiliza ameaças e coação para obrigar a vítima a produzir e enviar fotos, vídeos ou transmissões íntimas com o objetivo de satisfazer sua lascívia. Diante da gravidade dos fatos e das provas reunidas, a Justiça determinou que o investigado permaneça preso preventivamente.
Ilsinéia Machado / Catve.com
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