Policial

Foragido de São Paulo é um dos presos com cocaína e arsenal avaliado em R$ 22 milhões

Carga de carne escondia fuzis e droga que seguiriam para o Rio Grande do Sul


As investigações sobre a apreensão de fuzis de guerra e grande quantidade de drogas revelaram um esquema inusitado: armas e entorpecentes eram escondidos em carga de carnes transportada por um caminhão frigorífico que seguia para o Rio Grande do Sul.

As informações foram detalhadas pelo delegado Victor Loureiro, responsável pela investigação.

Segundo ele, a operação teve início após denúncias indicando que um caminhão azul de grande porte estaria transportando armas e drogas para serem entregues em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Após diligências, os policiais localizaram o veículo e passaram a monitorá-lo. Durante a vigilância, os agentes flagraram o momento em que uma Fiorino se aproximou do caminhão e teve início uma transferência de parte da carga.

"A equipe ficou desconfiada do volume de materiais sendo transportados de um veículo para outro. Após a abordagem, conseguimos localizar uma grande quantidade de drogas e armas, entre fuzis e pistolas", explicou o delegado.


Carga de carne servia de disfarce

De acordo com as investigações, o caminhão transportava legalmente uma carga de carnes da região Oeste do Paraná com destino ao município de Esteio, no Rio Grande do Sul. Em cima da carga lícita estavam escondidas as armas e os entorpecentes.

A suspeita da polícia é de que, após o carregamento das carnes, em algum local próximo, as drogas e os armamentos tenham sido embarcados no caminhão.

Ao chegar em Campo Largo, parte da carga ilícita seria retirada e distribuída em Curitiba por meio da Fiorino, enquanto a maior quantidade de cocaína seguiria viagem para a região Sul do país.

Os dois suspeitos presos optaram por permanecer em silêncio desde o momento da abordagem e não revelaram de onde a carga havia saído ou quem seriam os destinatários.


Preso utilizava nome falso e era foragido

Durante as investigações, os policiais descobriram que um dos detidos utilizava uma identidade falsa.

Posteriormente, o homem confessou a verdadeira identidade e foi constatado que ele estava foragido da Justiça de São Paulo por envolvimento em outros crimes graves.

Segundo o delegado Victor Loureiro, pai e filho mantinham uma empresa de transportes e utilizavam veículos e cargas legais para não levantar suspeitas durante as viagens.

"Chama a atenção a elevada expertise deles para não chamar a atenção em abordagens de rotina", destacou.


Armas de guerra abasteceriam facções criminosas

Entre os armamentos apreendidos estavam fuzis calibre 7.62, considerados armas de guerra e amplamente utilizados por forças militares em diversos países.

Conforme o delegado, esse tipo de armamento costuma ser empregado por organizações criminosas envolvidas em disputas por pontos de tráfico de drogas, além de roubos, homicídios e ataques a instituições financeiras.

Investigações continuam

Para a Polícia Civil, o esquema criminoso não se limita aos dois presos. "Um transporte dessa dimensão dificilmente é idealizado por apenas duas pessoas. Agora avançamos nas investigações para entender se eles eram os responsáveis pela logística ou se havia outras pessoas acima deles na hierarquia da organização", afirmou Victor Loureiro.


Ilsinéia Machado / Catve.com

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