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A mãe de uma das vítimas do caso de abuso envolvendo um ex-agente de apoio em Cascavel procurou a reportagem da Catve para relatar a angústia e a indignação das famílias diante da demora no andamento do processo. Segundo Mariana, já se passaram seis anos desde o início do caso, sem uma resposta definitiva da Justiça.
De acordo com ela, além da espera pela decisão judicial, as famílias também aguardam há cerca de seis meses um posicionamento da Prefeitura de Cascavel. De acordo com ela a CPI instaurada para apurar o caso chegou a apontar três servidores, que foram afastados, mas até o momento não houve a abertura de Processo Administrativo Disciplinar contra outros envolvidos citados no relatório.
Recentemente, uma decisão judicial reduziu a pena do réu de 30 para 21 anos, o que aumentou o sentimento de revolta entre os familiares.
Mariana também questiona a falta de participação das vítimas nas etapas mais recentes do processo. Segundo ela, as crianças não foram chamadas novamente para prestar depoimento, e o acesso aos autos é restrito. "Como mãe, sou uma das que menos tem acesso às informações", relata.
Outro ponto levantado é a ausência de prisão preventiva dos envolvidos. Para a mãe, isso gera insegurança. "A gente se pergunta se nossos filhos estão realmente seguros. Quem paga o preço somos nós", diz.
O ex-agente já tinha sido condenado a 30 anos de prisão em primeira instância em Cascavel e responde ao processo em liberdade. De acordo com a promotora de justiça Andrea Frias, a prisão preventiva só seria aplicada em situações específicas, como intimidação de testemunhas ou risco concreto de fuga. Apesar da decisão, ainda cabe recurso aos tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Sobre a CPI, Mariana afirma que o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao município, mas, até agora, não houve retorno ou medidas concretas.
As famílias seguem cobrando respostas das autoridades e reforçam o pedido por justiça, destacando os impactos deixados nas vítimas, que, segundo elas, continuam lidando com as consequências do caso até hoje.
A catve entrou em contato com a Prefeitura de Cascavel para saber o andamento da CPI e aguarda um retorno.
Maria Vitória | Catve.com
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