Policial

Operação contra tráfico em Curitiba prende 11 e termina com um morto

Ação mira organização criminosa com base no bairro Parolin


Onze pessoas foram presas e um suspeito morreu em confronto armado durante uma operação deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira (24) contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro em Curitiba.

A ofensiva tem como principal alvo um grupo com atuação consolidada no bairro Parolin, na capital paranaense. Os mandados também foram cumpridos em Itapema (SC) e Maceió (AL), com apoio das polícias civis e militares locais.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão domiciliar e 13 ordens de bloqueio e sequestro de ativos financeiros. A ação mobilizou cerca de 150 policiais, além do apoio de helicópteros e cães farejadores.

Durante a operação, também foram apreendidos uma pistola Glock calibre 9mm, oito veículos, R$ 17.313 em espécie e 149 dólares.

Segundo as investigações, iniciadas em junho de 2025, o grupo assumiu o controle territorial do bairro Parolin após um confronto armado com uma organização rival e passou a utilizar residências da região como depósitos de armas e drogas, além de esconderijos operacionais.

A Polícia Civil apurou que a liderança era exercida à distância por dois integrantes que conseguiram transferência do cumprimento de pena para Maceió, em Alagoas, onde continuavam coordenando o tráfico.

"O afastamento geográfico serviu como um escudo para que coordenassem o narcotráfico remotamente e em liberdade, delegando o gerenciamento tático diário no bairro Parolin a outro integrante da organização", destacou o delegado Ricardo Casanova.

Além do tráfico, o grupo também é investigado por homicídios em Curitiba e região metropolitana, incluindo a execução de um líder de facção rival e do filho dele, registrada em março deste ano em Almirante Tamandaré.

As investigações também apontaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com uso de familiares, empresas de fachada e depósitos fracionados para ocultar a origem ilícita dos recursos. A polícia já havia localizado anteriormente uma "casa cofre" ligada ao grupo, onde foram apreendidos quase R$ 500 mil em dinheiro vivo.

Gabi Lira | Catve.com

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