Policial

Inquérito sobre morte de policial civil aposentado é concluído e enviado ao Ministério Público

Foram 7 indiciados; 4 por homicídio qualificado e fraude processual e outros três por fraude processual


A Polícia Civil do Paraná concluiu o Inquérito Policial sobre a morte de Sandro Carlos da Rocha, Policial Civil aposentado. O relatório final foi enviado ao Ministério Público. O documento foi encaminhado nesta segunda-feira (13) e agora será analisado pelo Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Promotoria de Justiça responsável pelo caso.

A partir desta etapa, o Ministério Público irá avaliar se as informações reunidas durante a investigação são suficientes para o oferecimento de denúncia ou se ainda há necessidade de novas diligências.

Segundo a Polícia Civil, após a realização de diligências investigativas, oitivas de testemunhas, análises técnicas e coleta de elementos informativos, foram indiciados agentes públicos por homicídio qualificado, em razão do resultado morte decorrente de disparo de arma de fogo em circunstâncias que demandam análise judicial aprofundada e fraude processual, pela supressão e alteração de elementos probatórios relevantes, incluindo manipulação do local dos fatos e retirada de equipamento de gravação.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, outros três agentes foram indiciados pelo crime de fraude processual, conforme participação na supressão de provas e na elaboração de registros oficiais.

Ao todo, foram indiciados sete pessoas. Quatro por homicídio qualificado e fraude processual e outros três por fraude processual. Dois deles permanecem presos.

RELEMBRE O CASO

O caso ocorreu no dia 24 defevereiro, nas proximidades da BR-277. De acordo com as investigações, Sandro foi baleado após uma perseguição realizada por uma equipe das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).

Dois policiais militares foram presos no dia 27 de março por suspeita de envolvimento na ocorrência. Outros dois policiais também passaram a ser investigados por supostamente auxiliarem na alteração da cena do crime. Eles foram afastados administrativamente das funções, e o Ministério Público solicitou também o afastamento judicial.

Segundo as apurações, há indícios de que a cena do crime tenha sido modificada para dificultar a investigação. Os quatro policiais são investigados por crimes como homicídio qualificado, fraude processual e falsidade ideológica. A suspeita é de que um boletim de ocorrência tenha sido elaborado com informações falsas.

Durante o cumprimento dos mandados, um dos policiais presos chegou a quebrar o próprio celular no momento da apreensão, o que também resultou em investigação por fraude processual.

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, com prazo inicial de 30 dias, além de seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira.

De acordo com o Ministério Público, os agentes permanecerão afastados das funções enquanto as investigações estiverem em andamento.

"Caso fique caracterizada a prática de homicídio, os policiais serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri", afirmou o promotor responsável pelo caso.


Maria Vitória | Catve.com

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