Imagem: Polícia Civil do Paraná
A Polícia Civil detalhou, em coletiva nesta terça-feira (7), como funcionava o esquema de um grupo preso por aplicar golpes a partir de um escritório no Centro de Curitiba. Ao todo, 25 pessoas foram detidas na ação realizada na segunda-feira (6).
De acordo com a delegada Fernanda Moretzsohn, a associação criminosa operava com divisão de tarefas bem definida, semelhante a uma empresa. Havia equipes responsáveis por criar anúncios falsos, atrair vítimas, conduzir negociações, fechar contratos e manter contato no pós-venda.
O golpe começava com a divulgação de imóveis e maquinários em sites e redes sociais, com promessas de crédito facilitado. As vítimas eram levadas até o escritório, onde sofriam pressão para assinar contratos. Na prática, porém, adquiriam cotas de consórcio, muitas vezes sem clareza sobre isso.
"Eles diziam que era financiamento e tratavam o contrato como mera formalidade. A pessoa acreditava que estava comprando um imóvel, mas isso não existia", explicou a delegada.
Após o pagamento de valores que podiam chegar a R$ 50 mil, além de parcelas mensais, as vítimas eram mantidas em contato por uma equipe que prolongava a fraude com justificativas e promessas.
Durante a operação, também foram apreendidos celulares, equipamentos e anotações. Cinco adolescentes que atuavam principalmente na criação de anúncios e captação de clientes foram encaminhados à delegacia.
A Polícia Civil orienta que a população desconfie de ofertas com crédito facilitado, especialmente quando não há clareza sobre o tipo de contrato. O caso segue em investigação para identificar outras vítimas e dimensionar o prejuízo.
Igor Vieira sob supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com
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