Imagem: Catve
O técnico de enfermagem acusado de abusar de pacientes no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, foi absolvido em duas instâncias da Justiça.
A afirmação partiu do advogado de defesa, Luciano Katarinhuk, ao comentar o desfecho do caso que começou após prisão em flagrante em 11 de dezembro de 2024.
Segundo o advogado, o caso ganhou grande repercussão e gerou forte comoção pela gravidade da denúncia. Ele afirmou que a acusação envolveu suspeita de abuso contra pacientes que passavam por sedação antes de procedimentos cirúrgicos.
"Um técnico de enfermagem estaria supostamente abusando de pacientes que estariam ali sendo preparados com anestesia para o procedimento cirúrgico. Ele foi preso em flagrante, com base em presunção, com base em conjecturas, sem prova disso ter acontecido", disse.
Luciano Katarinhuk afirmou que o processo ouviu 16 testemunhas no primeiro grau e que a Justiça não encontrou elementos que confirmassem a denúncia. "Restou demonstrado que não havia qualquer tipo de possibilidade daquilo ter ocorrido, e ele foi absolvido", declarou.
O advogado também destacou a fase de recurso no Tribunal de Justiça. "O Ministério Público, com assistentes de acusação, recorreram e foram para o Tribunal de Justiça. A procuradoria manifestou-se pelo indeferimento do recurso do próprio Ministério Público. Ou seja, o mesmo órgão acusador disse que não deveria ter recorrido e manifestou pela absolvição", afirmou.
Ele disse ainda que a decisão da Quarta Câmara manteve a absolvição. "O Tribunal se manifestou para manutenção dessa absolvição", disse.
Katarinhuk relatou que o técnico de enfermagem permaneceu nove meses preso e que o processo levou cerca de 15 meses até a decisão final em segunda instância. "As consequências dessa acusação falsa são irreversíveis na vida pessoal e profissional", afirmou.
Ao comentar o impacto do caso, o advogado disse que o profissional tenta reconstruir a vida. "É um jovem, ele está reconstruindo agora, tirou esse peso das costas", declarou.
Ele também criticou julgamentos antecipados. "Os tribunais da internet, das redes sociais, às vezes condenam o sujeito antes da prova. Mesmo ele absolvido, ainda vai ter quem pergunte se ele é inocente", disse.
O advogado afirmou ainda que o caso teve origem em conflito interno. "Uma denúncia infundada, baseada em animosidade interna, levou para a cadeia uma pessoa inocente", declarou.
O caso teve início após a prisão em flagrante do técnico de enfermagem, de 21 anos, no HUOP, sob suspeita de estupro de vulnerável. Ele atuava no hospital desde janeiro de 2024, contratado por processo seletivo simplificado, e acabou afastado após a denúncia. A Polícia Civil conduziu a investigação sob sigilo.
Bruna Guzzo | Catve.com
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