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Morte de El Mencho provoca onda de violência no México às vésperas da Copa de 2026

Ação que matou líder do Cartel Jalisco Nueva Generacion desencadeou ataques, bloqueios e ao menos 73 mortes


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A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", espalhou caos pelo México às vésperas da Copa do Mundo de 2026, que será realizada no país em conjunto com Estados Unidos e Canadá.

Ex-policial, o traficante foi morto durante uma operação das Forças Armadas mexicanas na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco. Ele era fundador e líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerado atualmente um dos grupos criminosos mais poderosos e violentos do país.

Acusado de comandar o contrabando de fentanil e outras drogas para os Estados Unidos, El Mencho era um dos criminosos mais procurados do México. O governo norte-americano chegou a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão dele.

Após a morte do líder, integrantes do CJNG promoveram uma série de ataques e ações violentas em diferentes regiões. Houve registro de bloqueios em estradas, confrontos com forças de segurança, tentativa de invasão ao aeroporto internacional de Guadalajara e ataques contra agentes da Guarda Nacional.

Segundo o governo mexicano, ao menos 73 pessoas morreram durante a onda de violência. Destas, 25 integravam a Guarda Nacional Mexicana e teriam sido mortos em seis ataques distintos. As demais vítimas seriam suspeitas de ligação com cartéis de drogas.

Apesar da crise, a FIFA ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis impactos na realização da Copa do Mundo de 2026. O país é uma das três sedes do torneio e deve receber partidas em cidades como Cidade do Mexico e Guadalajara.

O Estádio Azteca, na capital mexicana, está previsto para sediar o jogo de abertura da competição, marcado para 11 de junho de 2026.

Antonio Mendonça/ Catve/ Metrópoles

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