Policial

PF vai suspender registro de arma de homem acusado de feminicídio em Cascavel

Suspeito tinha certificado emitido em 2022 e será alvo de processo de cassação após o crime


Imagem: Catve.com

A Polícia Federal informou que vai suspender o registro da arma de fogo do homem acusado de matar Ana Rosa Pereira da Silva, de 32 anos, em Cascavel. O crime ocorreu na noite de terça-feira (03), na Rua Serra de Santana, no Jardim Belmonte, e é tratado como feminicídio.

Segundo a PF, a gestão dos certificados de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) passou a ser responsabilidade da instituição a partir de julho de 2025. No caso do suspeito, o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) foi emitido em 2022 pelo Exército Brasileiro, que era o órgão responsável à época.

A Polícia Federal explicou que, naquele momento, o certificado foi concedido porque não havia condenações ou processos em andamento contra o homem, já que eventuais registros anteriores haviam sido encerrados por extinção de pena ou absolvição judicial.

A instituição afirmou que atua dentro da lei e das diretrizes de segurança pública. Assim que receber oficialmente o caso da Polícia Civil, a PF vai suspender o registro da arma e iniciar o processo de cassação.

O crime aconteceu após uma discussão entre a vítima e o companheiro, de 48 anos, dentro de uma caminhonete branca. Durante o desentendimento, a mulher foi atingida por quatro disparos, no abdômen e no tórax, e morreu no local.

A Polícia Militar prendeu o suspeito na madrugada de quarta-feira (04), em um motel no município de Jesuítas. A caminhonete usada na fuga foi apreendida. Na casa dele, em Cascavel, a PM encontrou uma pistola 9mm, uma carabina .22, uma espingarda calibre 12, uma espingarda de pressão e munições.



O homem informou que dispensou a arma de fogo após o crime. As forças de segurança procuraram por câmeras que pudessem ter registrado o fato, mas, a princípio, não encontraram imagens do momento, apenas registros da caminhonete em uma rua lateral.

A Polícia Militar informou que o autor foi colaborativo durante a prisão. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso, que, a princípio, foi motivado pelo fim do relacionamento.





Bruna Guzzo | Catve.com

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