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A mulher de 52 anos, presa nesta segunda-feira (2) em Cascavel, tentou emitir um documento de identidade após retornar da Argentina, onde permaneceu foragida por mais de um ano, segundo informações da Polícia Civil. A prisão ocorreu após o cumprimento de um mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o delegado Marcos Fontes, da Polícia Civil, a mulher procurou inicialmente o 2º Distrito Policial com a intenção de fazer um RG. Após ser orientada de que o serviço deveria ser realizado em um instituto de identificação, ela deixou três malas no local e se dirigiu à Delegacia do Adolescente, que funciona ao lado.
"A situação chamou a atenção da equipe. Ao consultar as bases de dados, verificamos que havia um mandado de prisão em aberto contra ela. Inicialmente não constava a origem, mas após consulta em base federal foi identificado que se tratava de uma ordem do Supremo Tribunal Federal", explicou o delegado.
Ainda segundo Marcos Pontes, a Polícia Civil entrou em contato com a Polícia Federal em Cascavel, que encaminhou a cópia do mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão determinava a prisão preventiva da mulher pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado contra bens da União.
O delegado também detalhou que a mulher já havia sido presa anteriormente por determinação do STF, permanecendo cerca de dois meses custodiada em um presídio no Distrito Federal. Posteriormente, a prisão foi convertida em monitoramento eletrônico, o que permitiu que ela retornasse à cidade de Lucas do Rio Verde (MT), onde residia.
Segundo a Polícia Civil, a mulher permaneceu por cerca de um ano e quatro meses utilizando tornozeleira eletrônica, até romper o equipamento, fugir e deixar de cumprir as determinações judiciais, inclusive se deslocando para a Argentina.
Conforme o relato da própria presa à polícia, ela teria perdido o RG no país vizinho, o que a impediu de conseguir emprego. Ainda segundo essa versão, ela acabou sendo expulsa da Argentina e retornou ao Brasil por Foz do Iguaçu, onde ficou hospedada em uma pousada antes de seguir para Cascavel.
Sem documentação, a mulher se hospedou por cerca de cinco a seis dias em um hotel em frente à rodoviária da cidade. Ao tentar resolver a situação do documento, acabou sendo localizada pela polícia.
Após a prisão, ela foi encaminhada à cadeia pública local e deverá ser posteriormente transferida ao sistema prisional federal. A Polícia Civil informou que comunicará oficialmente o cumprimento do mandado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Igor Vieira sob supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com
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