Leticia Cappellari foi até a Delegacia de Polícia Civil de Cascavel para fazer o registro de um boletim de ocorrência na noite desta terça-feira (22) em Cascavel. Segundo informado, o filho da mulher nos últimos dias chega da escola com alguns hematomas em casa.
Ao questionar o filho, ele responde não ser nada, mas segundo a mãe, o menino já não quer mais ir para a escola e fala que ninguém gosta dele.
Na segunda-feira (21), novamente o pequeno chegou com algumas marcas no braço. O menino falou que uma professora puxou o braço dele e beliscou. O fato ocorreu na Escola Dilair Silverio Fogaça, no bairro Universitário.
"Eu fui dar banho nele e vi o braço dele arranhado. Perguntei para ele o que aconteceu. Porque sempre quando ele aparece com alguma coisa eu pergunto. Ele falou que a professora beliscou o braço dele. Eu perguntei por qual motivo, por mais que não deveria ter motivo nenhum para uma professora beliscar o braço de uma criança. E ele me explicou o motivo, que foi porque ele viu um menino que é amiguinho da sala dele e foi perguntar o porquê que ele estava mostrando a cueca, algo assim. E ela puxou o braço dele e beliscou ele".
A mãe, insatisfeita com a situação, principalmente porque o filho é autista, optou por registrar o b.o.
"Eu já estou cansada, cansada. Eu já fui na secretaria, já conversei nas escolas, a secretaria de educação já foi lá na escola, já conversou.
O meu filho tem autismo e as professoras não têm paciência. Agora, há pouco tempo que resolveram entrar com pedido de PAPI para ele.
Mas já faz muito tempo que eu venho relatando problemas. Eu não consigo trabalhar, eu tenho que ficar trocando de emprego, porque toda hora é ligação, eu tenho que ir lá na escola".
Com o boletim, a mãe pede para que a situação seja investigada e resolvida, para que o filho consiga ir tranquilo para a escola, pois ele não quer mais ir.
"O meu filho não quer mais ir para a escola. Já faz muito tempo que ele não quer mais ir para a escola porque ele chega em casa triste, falando que chamam ele de chato. Porque ninguém tem paciência com ele".
A Catve entrou em contato com a assessoria do município e aguarda a posição da Secretaria de Educação sobre o caso.
Redação Catve.com
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