Policial

Polícia fala em Legitima defesa sobre jovem que atirou em ex após ser ameaçada

O caso aconteceu na noite desta quarta-feira (13), na rua Conceição Maria Vieira da Rosa


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A Polícia Civil segue investigando a tentativa de homicídio de uma mulher de 28 anos contra o ex, de 25 anos, no bairro Tatuquara, em Curitiba. Em entrevista nesta quinta-feira (14), a delegada Camila Cecconello informou que o caso pode se tratar de uma tentativa de legítima defesa, uma vez que a atiradora possui medida protetiva contra a vítima. "A gente pede que ela se apresente aqui na delegacia para ouvirmos a versão dela sobre o caso. Já passou o prazo do flagrante, então ela não ficará presa por isso. Somente assim poderemos concluir o inquérito e verificar se houve legitima defesa ou não", disse a delegada. Segundo a polícia, o crime aconteceu após o rapaz invadir a casa da ex. Na reação, ela o atingiu com dois tiros. Camila Cecconello confirmou que a mulher sofria constantes ameaças do ex-companheiro. Inclusive, ele era monitorado por tornozeleira eletrônica em decorrência de uma tentativa de feminicídio, em junho de 2020. Além disso, a mulher já teria registrado outros três boletins de ocorrência denunciando a violência doméstica que sofria durante o relacionamento do ex-casal. "Ele já foi preso pela Delegacia da Mulher e estava sob monitoramento. Mesmo assim, continuou perturbando e há registros de que ele entrou em contato para tentar agredi-la em outras oportunidades. Os boletins de ocorrência relatam ainda que ele tentou atirar duas vezes contra ela, já agrediu e a machucou com faca", continuou a delegada. Apesar das situações, a delegada ressaltou que a legítima defesa poderá ser confirmada somente depois que ambos prestarem as suas versões sobre o caso. "Tudo será analisado no inquérito. Como ela poderia se defender sendo ele, homem; ela, mulher. Temos a diferença física e se realmente ela precisava utilizar de disparos de arma de fogo para conter esta ameaça. Não conseguimos contato com a vítima, o homem. Ele está em estado gravíssimo no hospital e não é capaz de dar a sua versão dos fatos. Mas nós precisamos da versão dela aqui dentro do inquérito policial", destacou Ceconello. A mulher mora em uma casa na rua Conceição Maria Vieira da Rosa e estava se relacionando com o jovem há cerca de um ano e meio. Invasão Ainda de acordo com Cecconello, um dia antes do fato em questão, o homem foi intimado por um oficial de justiça neste processo de feminicidio que responde. No entanto, a delegada revelou mais uma vez que o homem afirmou que voltaria para mata-la, mesmo com a tornozeleira. "Então, ela registra este fato na delegacia e solicita uma medida protetiva. A ação já estava sendo tramitada, mas nem deu tempo porque na mesma noite aconteceu o caso". Antes de fugir, a mulher entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e relatou o caso.

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