Operação busca prender suspeitos de aplicar golpes de R$ 10 mil em idosos

Segundo a polícia, a quadrilha agia em Curitiba e era muito bem estruturada

24 de novembro de 2020 | 10h08 | Atualizado há 53 dias

Foto: Divulgação/PCPR
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas, desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (24), para cumprir sete mandados judiciais, sendo três de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, contra indivíduos suspeitos de aplicar golpes em idosos. Estima-se que os criminosos conseguiam, em média, R$ 10 mil de cada vítima.

As investigações tiveram início no mês de julho, logo após uma das vítimas, de 71 anos, registrar boletim de ocorrência. Ela relatou que teria sido abordada por uma pessoa da quadrilha, no Bairro Alto, em Curitiba, e teria sido induzida a sacar R$ 8,5 mil para ajudar na troca de uma nota promissória.

O delegado Victor Loureiro da Delegacia de Furtos e Roubos disse que a idosa que fez a primeira denúncia não soube dar detalhes sobre o motivo de ter dado dinheiro à quadrilha. "Ela não soube explicar o motivo de ter feitos esses saques, mas em um determinado momento em que ela foi comprar água os integrantes da quadrilha fugiram, levando a bolsa dela com pertences. Enquanto estiveram juntos, a vítima fez um saque para eles, deu a senha do cartão de crédito e fizeram compras em mercados", contou.

"O início da abordagem acontece quando um deles se passa por alguém muito humilde, fingindo ser analfabeto e faz diversos questionamentos e por fim pede ajuda ao idoso com a promessa de receber um dinheiro alto", descreveu o delegado.

Em seguida, outro indivíduo teria chegado e as levado até uma agência bancária, situada no bairro Bacacheri, onde a vítima sacou fez o saque e desbloqueou um cartão bancário. Eles teriam a coagido a acreditar que iria ser recompensada por aquilo, em seguida teriam furtado sua bolsa e fugido.

Meses depois, foi realizada transação de R$ 4,7 mil do cartão que havia sido desbloqueado pela vítima, na presença dos criminosos. O valor era referente a uma compra feita em um supermercado situado no bairro Santa Cândida.

Além dessa vítima, há outro boletim de ocorrência com registro semelhante ao da idosa. O crime teria ocorrido no interior do Estado e teria sido praticado pelas mesmas pessoas e mais uma ainda não identificada.

Conforme apurado, a quadrilha era muito bem estruturada e cada integrante tinha uma função bem definida. Um deles se passava por alguém não instruído em posse de um bilhete premiado de quantia milionária. Os outros ficavam de resguardo esperando o melhor momento para também aparecer, como se não conhecesse o golpista.

Além disso, a PCPR descobriu que os indivíduos tinham como característica ficar algum tempo junto da vítima e oportunamente furtar bens de valor. Na sequência a abandonavam e fugiam com os pertences.

Os indivíduos serão indiciados por associação criminosa, estelionato e furto qualificado.
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