Ponta Grossa

Suspeita da morte de trans, apresentadora de TV chora e se diz inocente

Ela afirmou ser perseguida por ter pensionato que atende transexuais e garotas de programa

19/09/2018 14h41 | Atualizado em 19/09/2018 14h42
Gaby Scheifer foi morta a tiros no dia 23 de junho - Foto: Arquivo pessoal
A apresentadora de TV a cabo, presa nesta semana por suspeita de envolvimento no assassinato da transexual Gaby Scheifer, no dia 23 de junho, em Ponta Grossa, negou envolvimento no crime. Em entrevista, ela chorou e disse ser "oprimida pela sociedade".

A apresentadora contou que é perseguida por ter um pensionato que, desde 2013, atende transexuais e mulheres que atuam no setor de prostituição na região central de Ponta Grossa.

"Tem muita opressão da sociedade por conta disso. Já teve briga aqui na cidade por conta de espaço, cada um quer ganhar seu pão de cada dia. Eu estou sendo acusada, mas a Gaby era uma pessoa que eu tanto queria bem", contou a apresentadora.

A apresentadora, que também é transexual, disse que a lei é "injusta e incerta" e que a suspeitas sobre ela não são baseadas em provas. "Eu tinha muito carinho pela Gaby, nossas amigas e companheiras sabem disso, e eu sou inocente. Só quero que a sociedade entenda que da porta para fora não posso impor nada na vida de ninguém", disse.

INVESTIGAÇÕES
A morte de Gaby foi registrada no quilômetro 165 da BR-373 em Ponta Grossa, em julho. A prisão da apresentadora foi requisitada após a Polícia Civil obter informações de que a apresentadora teria sido vista obrigando a vítima a entrar em seu veículo, antes de Gaby ter sido encontrada morta nas margens da rodovia que liga os municípios de Castro e Ponta Grossa.

Gaby foi alvejada por dois disparos de arma de fogo e ao pedir por socorro, acabou sendo atropelada por um veículo que trafegava na via.

Com as informações fornecidas por testemunhas presenciais, foi representado ao Juízo da 3ª Vara Criminal, pela expedição de mandado de busca domiciliar e prisão temporária da suspeita, as investigações prosseguirão nos 30 dias de vigência da prisão temporária.

A Rede



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