Levantamento sobre os acidentes de trânsito em Cascavel mostra que o número de mortes teve aumento no primeiro semestre deste ano.
Um panorama que revela, em números, como o trânsito de Cascavel está mais violento.
Entre janeiro e junho deste ano, Cascavel registrou 2.808 sinistros de trânsito. No mesmo período do ano passado, foram 2.788 ocorrências. Foram apenas 20 a mais, um aumento de menos de 1%.
Nesta terça-feira (21), um Volkswagen Gol e um Hyundai HB20 se envolveram em um acidente na esquina das ruas Pio XII e Pernambuco.
Mas, apesar da estabilidade no número de acidentes, o que chama a atenção é a gravidade das ocorrências. O número de mortes mais que dobrou. Passou de 8 óbitos no primeiro semestre de 2025 para 18 no mesmo período de 2026, um aumento de 125%.
"Comparado com o ano passado, o número de óbitos foi maior dentro do perímetro urbano, principalmente com motociclistas e autopropelidos, que são um meio de transporte recente. Agora a gente vem atendendo muitos acidentes com esses autopropelidos, moto elétrica e patinete elétrico", afirmou o tenente Lucas Delai, do Corpo de Bombeiros.
Com 18 mortes registradas entre janeiro e julho, 2026 teve o maior número de óbitos para um primeiro semestre em Cascavel nos últimos 10 anos. Esse mesmo índice tão elevado só foi registrado em 2017.
O cruzamento com mais casos é o da Rua Vitória com a Avenida Tancredo Neves, e um detalhe chama atenção: todos os lados têm semáforos e, em um ponto, há redutor de velocidade. Neste ano, o cruzamento registrou 14 acidentes de trânsito.
"A gente também está atendendo bastante acidentes graves em cruzamentos importantes da cidade, principalmente semaforizados, o que demonstra que não é falta de sinalização ou de semáforo, mas justamente a falta de atenção dos condutores", falou o tenente.
Entre os motociclistas, as mortes aumentaram de 6 para 8, alta de 33%. Já os acidentes com autopropelidos cresceram 75,86%, de 58 para 102 ocorrências.
O número de feridos também subiu, de 59 para 124 pessoas, e um óbito foi registrado neste tipo de acidente em 2026, enquanto não houve nenhum em 2025.
Os atropelamentos de pedestres também ficaram mais letais. Foram 4 mortes entre janeiro e junho deste ano, contra apenas uma no mesmo período de 2025.
As mortes foram registradas em diferentes regiões da cidade. O Centro concentrou 4 casos. O bairro Brasília teve 3. São Cristóvão e Coqueiral registraram 2 óbitos cada. Também houve mortes em São Salvador, Alto Alegre, Esmeralda, Parque Verde, Universitário, Periolo e Santo Inácio.
"A velocidade é o primeiro lugar que está matando, acompanhada do avanço de preferencial e da falta de atenção. A gente está percebendo que as pessoas ainda estão desligadas do trânsito ou estão habituadas a transitar no mesmo local e, assim, não desenvolvem uma atenção suficiente para estarem no trânsito", afirmou Luciane de Moura, coordenadora do Cotrans.
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Reportagem Deivid Souza e Déborah Evangelista | Jornal da Catve
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