Trânsito

"Testemunha confirma que ele estava embriagado", diz advogado sobre acidente em Cascavel

Motociclista segue internado em estado grave após batida na Carlos Gomes


Imagens de uma câmera de segurança registraram o acidente que deixou o motociclista de 36 anos ferido na madrugada do dia 25, no cruzamento da Rua Dr. Sandino Erasmo de Amorim com a Avenida Carlos Gomes, no Bairro Maria Luiza, em Cascavel.

Segundo informações apuradas no local, a vítima, funcionária de uma empresa de monitoramento, estava em horário de trabalho quando foi atingida por um Peugeot ao passar pelo cruzamento, que é controlado por semáforo. Com o impacto, o carro só parou depois de invadir o prédio de uma panificadora.

O motociclista já passou por três cirurgias e continua internado em estado grave. Agora, o advogado que representa a família dele está pedindo para que testemunhas que presenciaram o acidente ou chegaram um pouco depois da batida prestem depoimentos sobre as ações do motorista do carro.

O advogado garante que uma testemunha já se apresentou e disse que estava na mesma festa em que o condutor do carro bebeu antes de dirigir.

"Nós ouvimos duas testemunhas. Uma delas confirma a suspeita que nós já tínhamos, de que o investigado estava embriagado no dia dos fatos. Essa testemunha estava com o investigado em um local de confraternização horas antes do acidente. Eles passaram praticamente o dia lá. A testemunha confirma que o investigado, além de estar ingerindo bebida alcoólica, estava visivelmente embriagado. Em razão de ele ter fugido do local sem prestar socorro, naquele momento as autoridades policiais não conseguiram constatar a embriaguez e até mesmo oferecer a ele a possibilidade de realizar o teste do etilômetro", disse Ricardo Bantle, advogado e assistente de acusação.

Já o advogado que representa o motorista do veículo rebate as acusações. Segundo Jefferson Mikyama, não há como saber se o motorista estava mesmo embriagado ou em estado de choque com a situação.

O advogado também afirma que o cliente não fugiu do local e que toda a situação ainda precisa ser analisada com cautela.

"Ele realmente estava desesperado. Foi um acidente muito grave, qualquer pessoa entraria em estado de choque naquele momento. Então, ele estava com uma pessoa ao lado dele que acionou o socorro naquele momento. Nós temos que saber como essa pessoa sabe disso, onde ela estava, se existe um exame de bafômetro para saber se o acusado realmente ingeriu bebida alcoólica e em que quantidade", afirmou Jefferson Mikyama, advogado do motorista.

Confira mais detalhes no vídeo:



Reportagem de João Carlos del Rios | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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