Trânsito

Presidente do Paraguai compara abertura da Ponte da Integração ao Estreito de Ormuz

Falta de estrutura, pessoal e equipamentos limita a travessia de veículos


O Paraguai é o atual responsável pela presidência do Mercosul e, por isso, sediou a reunião em Assunção com os representantes de todos os países ligados ao bloco.

Durante o encontro, um detalhe chamou a atenção. O presidente paraguaio, Santiago Peña, afirmou que a abertura da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, no país vizinho, está exigindo um esforço mais difícil que a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo e que ficou com restrições devido ao conflito entre Irã e Estados Unidos.

"Habilitamos a Ponte da Integração, que une o Paraguai com o Brasil e hoje é uma linda realidade. Uma realidade que custou muito, que foi difícil. Acredito que sua abertura foi ainda mais difícil que abrir o Estreito de Ormuz, um esforço realmente enorme que hoje comemoramos", disse Santiago.

A ponte, conhecida como Ponte da Integração, citada por Peña, demorou mais de 30 anos para sair do papel. Depois da autorização, foi construída em tempo recorde, mas ainda tem restrições para a abertura total por falta de estrutura, pessoal e equipamentos para fiscalização.

Atualmente, apenas caminhões vazios e ônibus de turismo que não param em Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú ou então em Presidente Franco e Ciudad del Este estão liberados para cruzar a ponte, mas em horários específicos durante a noite.

A partir de agosto, também serão liberados os ônibus fronteiriços e os caminhões menores, também vazios, que voltam do Paraguai.

Confira mais detalhes no vídeo:

Reportagem de João Carlos del Rios | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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