O tenente Alex Boni, do Corpo de Bombeiros, detalhou a gravidade do acidente que terminou com a morte de dois jovens na madrugada desta sexta-feira (1º), na Avenida Tancredo Neves, no Centro de Cascavel.
Segundo ele, a equipe foi acionada inicialmente com a informação de capotamento. "Nós fomos acionados pelo 193 para o atendimento de uma ocorrência em que inicialmente a informação dizia de um capotamento, mas se houve ou não, nós não conseguimos concluir. O que houve de fato foi uma colisão contra um poste, um poste de grande porte", explicou.
O tenente destacou que a estrutura atingida evidencia a violência do impacto. "É necessário uma energia muito grande para tirar esse poste como ele foi tirado, literalmente da terra", afirmou.
Ainda conforme Boni, uma jovem já estava morta quando os socorristas chegaram ao local. "Uma passageira do veículo já estava em óbito na chegada das equipes", disse. O condutor ainda apresentava sinais vitais no início do atendimento. "Ele estava consciente, porém agitado, com graves lesões."

A situação do veículo chamou a atenção das equipes de resgate. "A deformidade era muito grande. É um carro com capacidade de segurança acima da média nacional, então isso já demonstrava que muita energia foi transferida para os corpos das vítimas", relatou.
Durante o atendimento, os socorristas enfrentaram dificuldades para acessar as vítimas. "Na chegada, nós não conseguíamos ter certeza nem da quantidade de ocupantes, porque o veículo estava completamente deformado. O assoalho de um lado e do outro praticamente se uniram com a colisão", explicou.
O trabalho de resgate durou cerca de uma hora, mas o condutor não resistiu. "Ainda que as intervenções tenham sido feitas dentro de todas as técnicas, a deformidade se tornou um obstáculo e, nesse processo, infelizmente, a vítima evoluiu para óbito."
O tenente também ressaltou o fator velocidade como determinante em acidentes desse tipo. "Esse é um princípio básico da física: a energia é resultado da massa pela velocidade ao quadrado. A velocidade é o principal fator. Se estava acima do permitido, não posso afirmar, mas para haver esse desfecho, é muita energia envolvida", pontuou.
Por fim, ele destacou que a prioridade em casos assim é o salvamento rápido para possibilitar atendimento médico. "A meta é sempre liberar a vítima o quanto antes. Se ela entra em parada cardiorrespiratória, precisamos iniciar a reanimação imediatamente. Mas, nesse caso, nem isso foi possível devido à deformidade extrema do veículo", concluiu.

Antonio Mendonça/ Catve
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