Trânsito

Possibilidade de transporte público gratuito começa a ser debatida em Cascavel

Audiência pública na Câmara deve analisar custos e funcionamento


Tarifa Zero é uma proposta que defende que o custo do transporte público não deve ser pago apenas pelo passageiro, mas sim por meio de contribuição de empresas e financiamentos.

A iniciativa é de um movimento chamado Tarifa Zero Cascavel.

O assunto será debatido em audiência no plenário da Câmara para analisar funcionamento, custos e contratos do transporte público.

Nos últimos cinco anos, o serviço atendeu quase 60 milhões de passageiros. Somente em 2025, foram mais de R$ 17 milhões. A receita obtida pela autarquia foi de quase R$ 57 milhões.

Uma média de aproximadamente R$ 5 milhões por mês. Segundo dados da Transitar, o custo do serviço ficou em mais de R$ 62 milhões, com média mensal de R$ 5,2 milhões.

Os subsídios chegaram a R$ 5,3 milhões, com média mensal que passa de R$ 440 mil. As validações passaram de R$ 17 milhões.

Equivalentes são os que pagam uma tarifa inteira. Por exemplo, dois estudantes são considerados um equivalente e o número ficou em mais de R$ 12 milhões. Estudantes somaram 1,4 milhão.

Já as passagens gratuitas foram de R$ 3,8 milhões. As integrações, que são aquelas passagens temporais que ocorrem na estação central e que não descontam a tarifa na segunda passagem pela catraca em um determinado intervalo de tempo, resultaram em R$ 361 mil. Segundo a autarquia, o custo médio por passageiro transportado, incluindo pagantes e isentos, é de R$ 3,70.

Atualmente, mais de 180 cidades brasileiras adotam algum modelo de tarifa zero no transporte público. Cerca de 12 municípios ficam no Paraná, entre eles Matinhos, Cianorte, Paranaguá, Palmas e Ivaiporã.

Cascavel mantém o sistema passe-livre para os passageiros aos domingos e em alguns feriados, como Natal, Ano-Novo, aniversário do município e eleições.

Em 2024, quando o passe-livre foi implantado, atendeu mais de 500 mil usuários. Em 2025, esse número diminuiu para cerca de 260 mil. Já este ano, até agora, o domingo passe-livre já atendeu 86.817 usuários.

Para ter um registro mais detalhado, o domingo passe-livre passou por modificações. "Se tornou obrigatória a validação desses registros. Então, o usuário utiliza o cartão transporte para fazer a transposição da catraca e esse uso fica registrado.

Só em termos comparativos, após essa obrigatoriedade, quando se compara fevereiro de 2026 com fevereiro de 2025, tem-se um registro 30% maior no número de validações", disse Larissa Boeing, diretora de Transportes da Transitar

Confira mais detalhes no vídeo:


Reportagem de Patrícia Cabral | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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