Trânsito

Cascavel é a terceira cidade do Paraná em número de multas por embriaguez ao volante

Dois casos foram registrados no último fim de semana


Catve

Aprovada em 2008 como um marco na segurança viária brasileira, a Lei Seca completa 18 anos em 2026. Apesar disso, os desafios ainda são grandes. De acordo com dados do Detran-PR, Cascavel segue com números elevados e ocupa atualmente a terceira posição no Paraná em registros de multas por embriaguez ao volante.

Somente no último fim de semana, dois motoristas foram presos pelo crime em Cascavel. Um deles trafegava pela rua da Amizade, no bairro XIV de Novembro. O outro foi flagrado dirigindo em alta velocidade no cruzamento da rua Manaus com a Avenida Barão do Rio Branco.

As situações colocam em risco a vida dos próprios condutores e de terceiros e, em Cascavel, não são casos isolados. Segundo o Detran-PR, o município é o terceiro do Estado em número de autuações por dirigir sob influência de álcool, com mais de 400 registros. Cascavel fica atrás apenas de Ponta Grossa, com 405, e Curitiba, com 479 infrações.

Os dados são referentes ao período de janeiro a dezembro de 2025. O número é significativamente maior do que o registrado em Londrina (133) e Maringá (128), que, somadas, não chegam ao total observado em Cascavel. Para a presidente do Cotrans, Luciane de Moura, os números podem indicar que a fiscalização no município tem sido mais intensa.

Cascavel acumula diversos registros que evidenciam os riscos de dirigir após o consumo de bebida alcoólica. Há poucos dias, um motorista que fugiu de uma abordagem da Transitar atropelou um adolescente de 16 anos e colidiu com veículos estacionados. O condutor se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas apresentava sinais visíveis de embriaguez e foi preso.

A recusa ao teste não impede a prisão do motorista, já que a autuação pode ser realizada com base nos sinais aparentes de embriaguez. Ao longo dos anos, as penalidades previstas em lei se tornaram mais rigorosas, mas muitos condutores ainda insistem em desrespeitar a legislação.

Atualmente, a recusa ao bafômetro é equiparada à infração por dirigir sob influência de álcool, com multa de R$ 2.934,70, suspensão da CNH por 12 meses e retenção do veículo. Em caso de reincidência no período de 12 meses, o valor da multa é dobrado. Para 2026, a Transitar pretende intensificar ainda mais a fiscalização dessa combinação perigosa.

Confira os detalhes no vídeo acima.


Reportagem Deivid Souza | CATVE

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