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Crédito de carbono é tema de debate entre produtores e empresas em Cascavel

Encontro apresentou projetos de reflorestamento e sustentabilidade para retorno financeiro no campo


O crédito de carbono foi tema de um encontro entre corporações que desenvolvem projetos, produtores rurais e o Sindicato Rural de Cascavel nesta quinta-feira (9).

Projetos que unem retorno financeiro e impacto climático estão ganhando cada vez mais espaço.

O reflorestamento e a restauração de áreas já competem economicamente com atividades como a pecuária extensiva e o cultivo de eucaliptos.

Compensar emissões de carbono e cumprir compromissos de sustentabilidade geram créditos.

"O crédito de carbono, os ativos verdes, são uma ferramenta nova para a gente ajudar o produtor a organizar essa informação e comercializá-la. Quantificar, olha, ele fez esse manejo, então a pegada de carbono dele da atmosfera aumentou, ele está emitindo menos e retirando mais", disse Felipe Nobre, coordenador do Núcleo Agro da Acic.

O evento foi organizado pelo Núcleo Agro da Acic. O assunto ainda tem restrições, especialmente pela falta de conhecimento técnico do homem do campo, que precisa levar em consideração todo o contexto do investimento para entender que é possível gerar lucros com a economia de carbono.

"Mudando o discurso, entregando uma proposta para ele diferente, só da originação dessa quantificação de crédito de carbono, aí sim ele entende como um valor e aí ele tem uma receptividade totalmente diferente de que vamos fazer um projeto de crédito de carbono de forma específica", contou o empresário Paulino César Gaspar.

O aproveitamento da infraestrutura verde tem um retorno de médio a longo prazo, mas, além de ser sustentável, vai gerar renda. Para os produtores com áreas maiores, são indicados projetos individuais; para os pequenos produtores, o aproveitamento deve ser coletivo.

"Os projetos têm um custo, então, para grandes áreas, os produtores conseguem fazer de maneira individual. Para pequenas áreas, o ideal seria que se agrupassem os produtores na forma de cooperativas ou de pequenos grupos. Mas que tenham um manejo padronizado, porque, como esse mercado é novo, os custos infelizmente ainda são altos, mas os ganhos também são", explicou Felipe.

Confira mais detalhes no vídeo:


Reportagem Deivid Souza | Jornal da Catve

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