No meio do ritmo intenso do Show Rural Coopavel, um espaço convida o visitante a desacelerar, observar e, claro, registrar o momento. No jardim do evento, esculturas que representam culturas como milho, trigo e soja se transformaram em parada obrigatória para fotos e contemplação.
A agricultora Idete Mantovani aproveitou o cenário para guardar a lembrança.
"Sou de Tapejara, perto de Cianorte, capital do vestuário. O registro ficou lindo. Combina com o agro, tem tudo a ver com a nossa região", contou.
Entre lavouras tecnológicas e máquinas de última geração, a arte também encontra seu lugar no maior evento do agronegócio da América Latina. As obras chamam a atenção pelo realismo e pelo simbolismo: culturas que representam a base da produção agrícola brasileira ganham forma artística e dialogam diretamente com a identidade do campo e a força do agro.
O trabalho carrega uma história familiar. Tudo começou com o pai, que já produzia esculturas em areia, presentes em diversas edições anteriores do Show Rural.
"Na infância, ainda moleque, comecei com isso e gostei. Até hoje praticamente todas as esculturas do Show Rural são nossas", relata Valdir Alfonso Turatti, escultor.
Neste ano, o projeto ganhou uma nova linguagem. As esculturas foram feitas sob encomenda, em cerca de dois meses, e possuem aproximadamente dois metros e meio de altura. Com a aposentadoria do pai, o legado foi passado ao filho, Roger Turatti, que deu continuidade ao trabalho.
As peças são produzidas em isopor e fibra de vidro, o que garante resistência e durabilidade.
"Elas são feitas em isopor, depois recebem impermeabilização e uma camada de fibra de vidro. Isso garante que fiquem bem resistentes ao tempo e durem por anos", explica Roger.
A família, de Toledo, produz diversos tipos de esculturas, principalmente de animais de fazenda. Atender ao pedido do Show Rural foi motivo de orgulho.
"É uma honra receber novamente o convite para expor nossas peças de forma permanente aqui. Temos uma parceria muito boa com o evento e isso nos deixa muito felizes", afirma Roger.
Para os artistas, o maior reconhecimento vem do público. Cada foto registrada traduz a satisfação de ver o trabalho valorizado.
"Dinheiro é importante, mas não é tudo. Meu prazer é estar junto do público, ver as pessoas interagindo com as esculturas. Essa é a verdadeira recompensa", destaca Valdir.
"A gente faz tudo com muito carinho e dedicação. Quando o público gosta, para nós é maravilhoso", finaliza Roger.
Confira detalhes no vídeo:
Reportagem de Déborah Evangelista | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
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