Cotidiano

Homem sobrevive após parada cardiorrespiratória e rápido atendimento do Samu

Caso aconteceu em Cascavel; filho iniciou massagem cardíaca após orientação por telefone


Homem de 62 anos sobreviveu após sofrer uma parada cardiorrespiratória em via pública, na última quinta-feira (30), em Cascavel. O atendimento envolveu o filho da vítima, que iniciou as compressões cardíacas após receber orientações por telefone, duas motolâncias e uma ambulância avançada do Consamu.

Segundo o Consamu, a equipe foi acionada depois que o filho informou, durante a ligação, que o pai não tinha pulso e não estava respirando. Enquanto a ambulância era deslocada, ele recebeu orientação para iniciar imediatamente as compressões cardíacas.

As motolâncias foram enviadas junto com a ambulância avançada. Por conseguirem circular com mais agilidade entre os veículos, os profissionais das motos chegaram primeiro ao local e deram continuidade ao atendimento até a chegada da equipe médica.

A médica do Consamu, Maria Júlia Saldanha, destacou que a atitude do filho foi fundamental para o desfecho. "O filho dele conseguiu ter a frieza para fazer a massagem cardíaca que salvou, com certeza, a vida do pai dele", afirmou.

Quando a equipe da ambulância chegou, foram realizados procedimentos de suporte avançado, incluindo intubação, manutenção das vias aéreas, compressões cardíacas e aplicação de choque, já que o paciente apresentava um ritmo cardíaco considerado chocável.

Para a médica, o resultado foi fruto do trabalho conjunto. "Eu não salvei a vida sozinha. Médico nenhum consegue salvar uma vida sozinho", destacou Maria Júlia. Ela também ressaltou a importância da chegada rápida das motolâncias e da equipe da ambulância.

Após a parada cardiorrespiratória ser revertida e o paciente estabilizado, ele foi encaminhado a uma unidade hospitalar para atendimento médico.

O caso também chamou a atenção pelo reconhecimento feito pela família à equipe do Consamu. Para Maria Júlia, mais do que o agradecimento, o principal reconhecimento é saber que o paciente sobreviveu. "O reconhecimento como médica que vale a pena para mim é mudar um prognóstico de uma família. Então, ter uma família completa, uma família feliz e com saúde", disse a médica.

Amanda Flores sob supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com

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