Cotidiano

"Ele tem total condição de estar vivo", diz comandante sobre buscas por menino em Araucária

João Gabriel, de 5 anos, está desaparecido há três dias; equipes ampliam as buscas com drones, cães e sonar


As buscas por João Gabriel, de 5 anos, entraram no terceiro dia nesta terça-feira (28), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A criança, que é autista não verbal nível 2, desapareceu no domingo (26) e ainda não foi localizada.


Cerca de 100 a 120 bombeiros, além de voluntários, participam da operação. De acordo com o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), a principal área de busca, com aproximadamente um quilômetro de diâmetro, já foi percorrida pelas equipes.

Os bombeiros também vistoriaram os principais tanques de água da região com o uso de sonar e mergulhadores, mas nenhum vestígio da criança foi encontrado.

"Ele tem total condição de estar vivo nesse momento. Não choveu, não estava tão frio à noite. A gente vai continuar com todos os esforços para localizar ele naquela área de busca", afirmou Greinert.


As equipes ampliaram o raio de buscas para além de um quilômetro e iniciaram uma varredura mais detalhada em pequenas estruturas, buracos e locais de difícil acesso. A região possui áreas de mata intercaladas com fazendas, além de córregos e tanques.

Durante a noite, os bombeiros também utilizam drones equipados com câmeras térmicas. Os equipamentos conseguem realizar buscas em um raio de até seis quilômetros do ponto de operação, com o trabalho sendo mantido durante a troca das baterias.


Cães farejadores também foram utilizados em diferentes áreas de mata. Os animais identificaram o cheiro da criança em estradas próximas à residência, mas, conforme Greinert, o fato de João Gabriel circular frequentemente pelo entorno da casa acabou dificultando a definição de uma direção.

O tempo é outro fator de preocupação para os bombeiros. João Gabriel já passou duas noites fora de casa e, com o início do terceiro período noturno, aumentam os riscos de desidratação, falta de alimentação e debilitação física.

"Quanto mais o tempo passa, com certeza, a maior dificuldade é essa. A gente não consegue conversar com ele. Geralmente, quando a gente está buscando uma pessoa, a primeira coisa que a gente faz é chamar pelo nome e a pessoa responde. No caso dele, eu acho que essa é a maior complexidade da busca", afirmou Greinert.

Apesar das dificuldades, as equipes seguem mobilizadas e mantêm a esperança de encontrar João Gabriel com vida. 

Ilsinéia Machado / Catve.com

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