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Pioneiro do Siate, Luiz Carlos Toso entra para a história oficial de Cascavel

Diretor técnico do Hospital São Lucas, médico foi homenageado com título de cidadão honorário


Foto Câmara de Cascavel

Plenário da Câmara Municipal lotado e não podia ser diferente nesta sexta-feira (3). Amigos, familiares e colegas de profissão estiveram juntos para um reconhecimento à trajetória de quem dedicou a vida a cuidar de pessoas e ajudou a escrever parte da história da medicina em Cascavel.

"Temos que valorizar sempre as pessoas, eu sempre falo, eu venho falando isso, valorizar em vida as pessoas. Porque ele, quando ele se formou, ele podia ter escolhido a cidade. Ele podia ir pra Londrina, pra Curitiba, pra Ponta Grossa, qualquer outra cidade do Paraná, não vou nem falar fora do estado, ele podia ir pra outra cidade. E, na época, ele escolheu vir pra Cascavel", afirmou Aparecido José Dias, vereador de Cascavel.

O médico Luiz Carlos Toso nasceu em 26 de fevereiro de 1959, em Santa Catarina, e chegou a Cascavel ainda criança, com apenas dois anos de idade. Filho de uma família pioneira da região, cresceu conciliando os estudos com o trabalho.

Antes de escolher a medicina, atuou como menor aprendiz e exerceu diferentes funções. Aos 23 anos, começou o curso de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Formou-se em 1988, fez residência em Clínica Médica e se especializou em Pneumologia, e nunca deixou de se aperfeiçoar, com pós-graduação em Medicina do Trabalho, Urgência e Emergência e Terapia Intensiva.

Em 1993, retornou a Cascavel, onde construiu uma carreira marcada pela competência, ética e dedicação à saúde pública e privada. Cinco anos depois, em 1998, passou a integrar a equipe do Siate, tornando-se o primeiro médico do serviço no município. Permaneceu na função até 2024, participando de milhares de atendimentos e ajudando a consolidar um serviço que se tornou referência no atendimento de urgência e emergência.


"A primeira coisa que vem à minha cabeça é: será que eu mereço? Não sei se é merecido, mas a gente tem que agradecer. Acho que, como falei antes ali, o que definiu toda essa homenagem é a minha trajetória profissional e, quando eu decidi ser médico, eu decidi ser médico em tempo integral. Provavelmente muitas pessoas melhoraram pela minha atuação, provavelmente fiz a diferença em alguns casos, mas, assim, agradeço tudo que a medicina deu para mim. E a medicina me fez crescer como pessoa e me fez me cercar de tanta gente boa", disse o médico.

Atualmente, doutor Luiz Carlos Toso exerce o cargo de diretor técnico do Hospital São Lucas.

"É bem merecido pelo trabalho dele, pela posição que ele exerce o cargo, com amor e carinho. Para ele, o Toso não tem hora e também, seja paciente dele ou não, telefonou para ele, atende na hora. Então, eu acho que o Toso tem um coração do tamanho do mundo, por isso que é importante", falou Assis Gurgacz, instituidor do Hospital São Lucas.

Já Jaqueline Gurgacz, presidente do Hospital São Lucas, disse: "A forma como ele trabalha, a forma humanizada, competente, sempre preocupado com o paciente, sempre inovando, buscando. Então, nós do Hospital São Lucas temos o maior prazer em tê-lo dentro da família São Lucas e agora como cascavelense".

Ao final da sessão, o plenário voltou a ficar de pé. A salva de palmas resumiu o sentimento de gratidão e reconhecimento por uma trajetória dedicada a salvar vidas e servir à comunidade cascavelense.

"É muito orgulho e um respeito muito grande pelo meu esposo, pela maneira como ele exerce a profissão. Ele, desde a graduação, sempre foi dedicado ao cuidado dos outros", contou Beatriz Toso.

O título de cidadão honorário é a maior honraria concedida pelo município a quem contribui de forma marcante para o desenvolvimento da cidade.

Hoje, Luiz Carlos Toso se torna oficialmente parte da memória e da história de Cascavel.

"Ela tem uma chama diferente. Cascavel cresce muito rápido. Eu fiz a minha formação no Rio Grande e, quando eu vinha para cá, a cada seis, oito meses, eu percebia que a cidade tinha mudado. Ela muda. Prédios são construídos, novas políticas, coisas diferentes. A cidade é muito dinâmica, e eu acho que ela vai ter muitos anos assim. E o desejo meu era fazer parte disso, eu tinha que fazer parte disso, era uma coisa que estava dentro de mim", relatou o médico.

Confira mais detalhes no vídeo:


Reportagem Déborah Evangelista | Jornal da Catve

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