A proteção das mulheres e o combate à violência doméstica foram temas centrais da 9ª edição do programa Missão Paraná, realizada em Foz do Iguaçu. A iniciativa do Governo do Estado promoveu uma palestra voltada à conscientização sobre diferentes formas de violência e às ações de prevenção desenvolvidas no Paraná.
Durante o encontro, o coordenador do programa Mulher Segura, tenente-coronel Clerverson Machado, destacou que a violência contra a mulher vai além das agressões físicas. Segundo ele, muitas vítimas convivem com violência psicológica sem perceber que estão sendo manipuladas ou controladas.
A palestra também reforçou a importância do respeito ao consentimento, com a mensagem de que "não é não", além de apresentar medidas de proteção desenvolvidas pelo programa Mulher Segura. Entre elas estão palestras, visitas técnicas e atividades educativas adaptadas à realidade de cada município.
Outro destaque foi a Patrulha Maria da Penha, que acompanha mulheres com medidas protetivas. Conforme explicou o tenente-coronel, equipes da Polícia Militar realizam visitas aos agressores para reforçar o cumprimento das determinações judiciais e prevenir novos casos de violência.
Machado também chamou a atenção para os números da violência no estado. Segundo ele, enquanto o Brasil registrou aumento de 25% nos casos de feminicídio, o Paraná apresentou redução nos índices, embora ainda existam vítimas.
A Secretária da Mulher de Foz do Iguaçu, destacou que o município oferece atendimento psicológico e assistência social às mulheres vítimas de violência. Foi informado ainda que a Casa da Mulher Brasileira deve ser inaugurada até o fim deste ano e que a futura Casa da Mulher Paranaense também fará parte da rede de apoio, oferecendo serviços integrados e incentivo à autonomia financeira das mulheres.
Os participantes também conheceram ferramentas de proteção já utilizadas em Foz do Iguaçu, como equipamentos de monitoramento e acolhimento especializado para vítimas de violência doméstica.
A programação reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da participação de toda a sociedade, incluindo os homens, por meio da conscientização, do diálogo e da prevenção.
Reportagem Renan Gouvêa | EPC (Esporte, Política e Cidadania)
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