Catve
As obras para a construção da nova sede da Escola Municipal Lúcia Marlene Pena Nieradka já começaram em Foz do Iguaçu. A unidade, que há mais de 22 anos funciona de forma improvisada sob a arquibancada do Estádio Pedro Basso, na Vila Yolanda, passará a atender em uma estrutura definitiva no Jardim Social, na Praça das Aroeiras.
A nova sede será construída em uma área de 3.023,81 m² e terá capacidade para atender até 420 alunos. O projeto prevê 13 salas de aula, sala de informática, biblioteca, sala multiuso, cozinha, refeitório, setor administrativo e quadra coberta, além de espaços voltados à educação integral.
De acordo com a Prefeitura de Foz do Iguaçu, a obra representa um dos principais investimentos recentes em infraestrutura educacional no município. O contrato foi firmado com a empresa Lowe Construção Civil Ltda, vencedora do processo licitatório, no valor de R$ 8.299.708,35, com recursos próprios do município. O prazo de execução é de 22 meses.
A equipe iniciou os trabalhos na última quinta-feira (17), com instalação de tapumes, conferência de níveis do terreno e locação da obra. Segundo a administração municipal, a construção foi planejada para atender uma demanda histórica da comunidade escolar e garantir melhores condições de ensino.
A Prefeitura destaca ainda que o projeto original previa seis salas de aula, mas foi ampliado após readequações técnicas determinadas pela gestão, permitindo a implantação de ensino em tempo integral. Entre as novidades estruturais está a criação de um jardim sensorial, voltado especialmente ao atendimento de crianças neurodivergentes, além de uma sala de aula ao ar livre.
"A construção da Escola Lúcia Marlene em local adequado é mais um importante passo de infraestrutura para um dos nossos principais bens, a educação", afirmou o secretário municipal de Obras, Alecsandro Broio Oliveira.
O terreno escolhido para a nova escola, localizado na Praça das Aroeiras, no Jardim Social, chegou a ser alvo de questionamentos judiciais de moradores que alegavam destinação original para área de praça pública. A Prefeitura recorreu e obteve decisão favorável para a execução do projeto.
Enquanto isso, a atual estrutura da escola segue em condições improvisadas, sem biblioteca e com espaços adaptados para sala de aula e refeitório. A quadra esportiva também não possui cobertura, e há circulação de veículos nas proximidades, o que gera ruídos durante as atividades escolares.
Uma tentativa anterior de execução da obra chegou a ser iniciada em 2024, mas acabou sendo interrompida após o abandono da empresa responsável.
Com o novo contrato e o início efetivo dos trabalhos, a expectativa é de que a unidade represente o fim de um cenário de improviso que se estende há mais de duas décadas na comunidade escolar.


Reportagem Renan Gouvêa | Jornal da Catve
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