Cotidiano

Estudantes cascavelenses são destaques em feira internacional realizada em Nova York

Projetos voltados à educação, saúde e sustentabilidade levaram jovens para fora do Brasil


Os três alunos de Cascavel foram finalistas em uma feira internacional realizada nos Estados Unidos, apresentando projetos desenvolvidos por eles, relacionados à educação, ao meio ambiente e também à saúde.

A Natália Slongo integrou a equipe brasileira que acabou de voltar de Nova York. O GENYUS é uma competição internacional para alunos do ensino médio, focada em inovação e sustentabilidade. Reuniu 76 países e mais de 8 mil projetos de todo o mundo.

"Eles participaram no ano passado da feira da FECET, que acontece aqui em Cascavel, e eles foram selecionados, foram premiados com esses passaportes para a GENYUS, lá de Nova York. Então, os três receberam esses passaportes", disse Ana Luísa Moro Taveira, professora orientadora de iniciação científica.

Os três finalistas cascavelenses frequentam o terceiro ano do ensino médio. A Sara Luise Tayar, de 17 anos, desenvolveu uma forma diferente de ensinar matemática.

"O meu projeto foi desenvolvido para as crianças da minha escola. Desde o ano passado, eu trabalho com eles, ajudando em matemática.

Este ano, eu ainda mudei um pouquinho a dinâmica e estou pegando só as crianças que não gostam de matemática para fazê-las gostarem", falou Sara.

O projeto, apresentado pelo Davi Tavares, que tem 16 anos, é uma nova bebida, usando restos de casca de laranja e gengibre.

"Hoje em dia, no mercado, a gente tem que escolher. Ou a gente bebe uma bebida gostosa para ter um momento ali, ou a gente bebe algo saudável, a gente toma água. Mas e se a gente pudesse ter uma bebida que é tanto saudável para o nosso dia a dia e que várias pessoas possam gostar? Então, o meu projeto é juntar isso com uma bebida que é tão prática quanto é saudável aqui no Brasil", contou a estudante Davi.

Foi a segunda feira internacional da Natália, que tem 17 anos. Em abril deste ano, ela esteve na Índia. Ela desenvolveu um adubo orgânico, usando os sedimentos da piscicultura que ficam embaixo dos açudes quando é feita a despesca.

"É pegar o resíduo da produção de peixe em tanques escavados, que são os açudes, e transformá-lo em um substrato que a gente possa utilizar como um novo adubo para a criação de hortaliças. Por causa da alta quantidade de matéria orgânica que ele tem presente na sua composição e que ainda não tem um descarte correto. Então, a minha ideia é pegar um resíduo e transformar em uma nova forma de economia, tanto focada no Paraná, na nossa região, que é uma das maiores produtoras de peixe do mundo, quanto em uma escala global, como para a Índia e a China, que são os dois maiores produtores de peixe", disse Natália.

Além de apresentar os projetos desenvolvidos por eles, relacionados à saúde, à educação e ao meio ambiente, os estudantes tiveram outro desafio: o idioma.

"Apresentar o seu projeto para pessoas que falam outra língua e elas conseguirem compreender o que você está falando é, assim, de você querer chorar. Tanto que, quando eu fui apresentar, logo depois que apresentei para o primeiro avaliador, eu queria chorar de alegria por conseguir apresentar", revelou Natália.

Agora, eles seguem os estudos e as pesquisas para mais compromissos ainda este ano.

"Nós temos mais feiras este ano, então a gente tem a FECET novamente, para a qual eles precisam fazer uma adaptação nesse trabalho, uma atualização desse trabalho. Então, nós estamos trabalhando em parceria com universidades", disse professora..

Confira mais detalhes no vídeo:


Reportagem de Patrícia Cabral | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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